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Quinta, Abr 05 2018

O que a fortuna de Jezz Bezos tem a ver com as condições inaceitáveis de salários e trabalho dos empregados do comércio? Bezos é o CEO da Amazon. CEO é a sigla inglesa para Chief Executive Officer, que significa Diretor Executivo, a pessoa com maior autoridade na hierarquia operacional de uma organização. O chefão. Aquele que manda na parada toda. O que é a Amazon? Se você é comerciário ou comerciária e desconhece a palavra, é bom passar a se familiarizar. Porque, em algum momento da sua vida, ela lhe dirá muito, mas muito a respeito. 

A Amazon é a mais poderosa multinacional de comércio eletrônico (eCommerce) do planeta, uma gigante de 61 bilhões de dólares de receita em todo o mundo e que vende de tudo. O crescimento da Amazon tem aquecido fortemente o mercado do varejo digital e levado aos grandes conglomerados de lojas físicas – sobretudo shopping centers – a viverem seu período de acentuada decadência. 

Cada dia mais o consumidor tem substituído a compra direta pela online, mais cômoda e barata. A popularização do pacote de dados, o acesso à internet e aos smartphones cada vez mais versáteis e poderosos também têm facilitado a busca pelo consumo digital.

Não por acaso, Bezos, acaba de figurar, neste ano, na lista do homem mais rico do planeta, com uma fortuna avaliada em US$ 105,1 bilhões. 

A cada vez que o sol nasce, a fortuna de Bezos aumenta US$ 287 milhões, não se sabe se na razão diretamente proporcional do sacrifício do emprego de um trabalhador de uma loja física fechada por não dispor de mecanismos para competir com as vendas online. O fato é que o eCommerce trata-se de um desafio urgente para o movimento sindical comerciário, sobretudo no campo da Federaçao (Fetracs) e da Confederaçâo Cutista (Contracs). Esse é o debate do mundo do trabalho no setor do comércio que os anos 2020 apontam.

Quinta, Abr 05 2018

Não acredite em tudo que lê. A frase tão batida ainda é o melhor conselho para quem usa o WhatsApp e o Facebook com frequência. Atualmente, as duas plataformas digitais são as que mais propagam notícias e informações falsas, as chamadas ‘fake news’. Só no Brasil 100 milhões de usuários estão expostos as mais diferentes postagens maliciosas e de má-fé, que tem por intuito confundir, alarmar e até criar pânico na população. As notícias fake não tão antigas quanto a própria imprensa, que as publica por equívoco ou mesmo intencionalmente. Acontece que a internet, em particular as redes sociais, elevou o problema à enésima potência, na medida em que a sua lógica de monetização dos conteúdos publicados se dá pelo volume de "cliques", o que levou à criação de sites ou perfis dedicados exclusivamente a mentir ou distorcer informações. 

O termo se popularizou graças ao presidente Donald Trump,  cuja divulgação de notícias mentirosas foi central para sua vitória, no ano passado. No Brasil, o filho do ex-presidente Lula se transformou no dono do frigorífico JBS. A ex-presidente Dilma Rousseff tentou o suicídio ao se ver encurralada pelo impeachment. O delator Alberto Yousseff foi encontrado morto na véspera das eleições de 2014. O juiz Sérgio Moro é filiado ao PSDB. E os tucanos planejavam acabar com o Bolsa Família. Tudo notícia falsa. Fake news que poluíram as redes sociais e aplicativos.

Mais recentemente, a comoção causada pela execução da vereadora do Psol Marielle Franco e de seu motorista Anderson Pedro Gomes levou milhares de brasileiros às ruas, em atos massivos e espontâneos no Brasil e protestos fora do País. No mundo digital, o alcance do episódio também foi enorme e surpreendeu, inclusive, quem atua na área. Se a propagação da imagem de Marielle como liderança crítica às forças de segurança foi enorme, o contra-ataque também foi intenso, numa tentativa de desqualificar a trajetória militante da vereadora morta. Desde que descobriram o valor das redes sociais como instrumento da disputa política, por volta de 2013, os reacionários raramente haviam sofrido uma derrota tão fragorosa na batalha da opinião. Foi uma espécie de 7 a 1 a favor da solidariedade.

Logo no dia seguinte ao assassinato começaram a circular pelo WhatsApp áudios e fotos falsos que tentavam associar a vereadora ao crime organizado. Segundo essas fake news, Marielle teria sido casada com o traficante Marcinho VP. Na sexta-feira 16, o deputado demista Alberto Fraga, expoente da bancada da bala, deu vazão às mentiras. Em sua conta no Twitter, escreveu que a parlamentar era usuária de drogas, ex-esposa de Marcinho VP e eleita pelo Comando Vermelho.  A desembargadora Marília Castro Neves, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, endossou a mentira, que tem um histórico de ofensas a minorias e a “comunistas”, embarcou. A magistrada anotou que Marielle estava “engajada com bandidos” e repetiu a versão de que ela teria sido eleita pelo Comando Vermelho.

As fake news assumirão o protagonismo nas eleições de outubro. Mais do que nunca elas representam uma ameaça pulsante para o destino político/democrático da nação. Caberá ao eleitor verificar a origem daquela notícia, post, mensagem ou imagem que está compartilhando nos mais diversos meios de comunicação hoje existentes. É hora de o cidadão trazer para si a responsabilidade de fiscalizar a fonte da informação que está em seu poder para não fazer das mídias sociais, o principal terreno onde são espalhadas as fake news, uma terra de ninguém; até porque o Tribunal Superior Eleitoral e as autoridades policiais têm plenas condições de encontrar o propagador das notícias, seja por meio do endereço IP do computador, seja através de convênios que estes órgãos possuem com as gigantes da internet.

Mais do que nunca é hora de o eleitor ter a consciência do poder que tem em suas mãos: é dele o voto que elegerá os representantes responsáveis pelo destino político do país e, também, é dele a incumbência de fazer uso responsável das informações que possui ou que tem acesso. Embora esta última hipótese represente um pequeno ato, em verdade, não é; pois, neste momento pré-eleitoral o uso responsável das informações se constitui num importante ato de cidadania.

Quarta, Abr 04 2018

A reforma trabalhista não surgiu no Congresso “do nada”. Foi resultado de um projeto idealizado pelo empresariado reunido em torno da Confederação Nacional da Indústria (CNI) com o nome de "Agenda Legislativa 2017", elaborado a partir do debate entre federações da indústria e associações do comércio, bancos e empreiteiras. Esses debates resultaram nas alterações da legislação trabalhista e é a essência da Lei 13.467/17, que cria um novo marco da relação capital e trabalho, revogando, na prática, a CLT de cunho social e a substituindo por uma CLT empresarial. Transformadas em emendas legislativas e redigidas em computadores da CNI, as emendas foram entregues prontas a 20 deputados para que as assumissem como se tivessem por eles sido elaboradas.

Os ataques aos direitos trabalhistas por deputados que aceitaram se prestar ao papel de representantes de entidades empresariais não estarão em seus palanques ou santinhos nas eleições que vêm. Mas tamanha fidelidade será lembrada aos empresários nas negociatas de gabinete para acertar apoio financeiro a suas campanhas. A apresentação de emendas como contrapartida ao apoio financeiro já dado previamente ou como condição para colaborações financeiras futuras está na essência do esquema de corrupção revelado na Lava Jato e comandado pela Odebrecht. É essa relação promíscua que caracteriza o crime de corrupção. A Lei 13.467/17, que institui a reforma trabalhista, está assentada sobre esse cenário, sobretudo, criminoso.  

Quinta, Jan 25 2018

Quando se perguntar por que a eleição sem Lula é fraude, o interessante é na verdade fazer uma reflexão sobre como será uma eleição sem a presença dele. Vejamos, na curta história da democracia deste país, Lula sem dúvidas foi o presidente mais popular. Durante os oitos anos em que esteve na presidência do Brasil, Lula governou para o povo, para as minorias, para a classe trabalhadora, e isso, meus caros, afeta diretamente o orgulho ferido da elite brasileira. 

Em um cenário catastrófico como o atual, em que o presidente (Michel Temer) é simplesmente o mais rejeitado de toda a história, com apenas 3%, que suas ações atingem diretamente a população mais necessitada, a imagem de Lula surge, de forma natural. É na figura do Lula que a classe operária deposita suas esperanças para virar o jogo e construir um futuro melhor. 

Tirar do Lula a possibilidade de se candidatar é a jogada mais baixa e ardilosa manipulada pelos grandes empresários. O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira disse bem, “são nítidos os interesses econômicos por trás dessa fraude, assim como não dá mais para esconder o partidarismo da operação Lava Jato e da mídia corporativa, que têm o PT e o presidente Lula como alvo exclusivo”. 

Juca Ferreira afirma ainda, “a usurpação de direitos dos trabalhadores; a desregulamentação da economia; o enfraquecimento dos sindicatos; a privatização das estatais; a liberação da exploração indiscriminada dos recursos naturais e o desmonte da educação, são dimensões do processo de articulação da elite minoritária deste país”. 

Condenar Lula na maior farsa judicial de que se tem notícia, é uma tentativa sórdida e desesperada de exclui-lo do processo eleitoral – manobra que dificilmente será bem-sucedida. Afinal, o crime de Lula, na verdade, foi comandar um governo voltado para os mais pobres, um governo mais popular e soberano. E isso a Elite do país não admite, pois estão empenhados e concentrando forças para tentar condenar Lula a qualquer custo, mesmo sem nenhuma prova ou resquício de crime algum. 

Eleição sem Lula é fraude diretamente contra nós trabalhadores, pois foi em seu governo que tivemos mais empregos, mais renda, valorização do Salário mínimo e programas sociais que tiraram o Brasil da miséria. Lula representa o nosso direito a voltar a sonhar com um Brasil melhor e mais justo. Eleição sem Lula é fraude!

Segunda, Dez 04 2017

A reforma trabalhista baixada no dia 11 de novembro através da lei 13.467 aponta sua fúria devastadora para três alvos: os direitos dos trabalhadores, as organizações sindicais e a Justiça do Trabalho. Em maior ou menor grau de intensidade, a CLT patronal promove o desmonte de todas essas estruturas. Ela confisca direitos históricos conquistados pela classe trabalhadora ao longo de anos, décadas e séculos e esvazia a justiça trabalhista. Mas é no capítulo “Sindicato” que a lei promove seu maior estrago. E não é só pondo um fim ao imposto sindical. 

O alcance destruidor da reforma trabalhista sobre os sindicatos começa por privilegiar as negociações individuais, de forma a afastar os trabalhadores de sua entidade de classe e expor os empregados aos patrões, que mais facilmente poderão chantageá-los, direta ou sutilmente, com ameaça de demissão caso não aceitem propostas rebaixadas e indignas. Passa, também, pelo estrangulamento financeiro dos sindicatos.

Não parece ter dúvidas sobre o propósito das elites empresariais ao defender a reforma trabalhista. A aniquilação do movimento sindical é o caminho mais curto para o confisco puro e simples de todos os direitos e benefícios dos trabalhadores. Retirando os sindicatos do caminho, os trabalhadores não teriam quem os defendessem e lutassem por seus direitos e o resultado seria catastrófico.

Nessa conjuntura, o fortalecimento das organizações sindicais nunca se fez tão urgente. É preciso não só fortalecer os sindicatos financeiramente, mas, também, estar mobilizado junto a eles. A reforma trabalhista chegou para fazer terra arrasada dos nossos direitos e da existência dos sindicatos. Lutar contra isso, ir na contramão do golpe da CLT patronal, é tarefa urgente. O que está em jogo são nossos direitos. E apenas um sindicato forte e atuante poderá defendê-los. Matar os sindicatos é matar os direitos e benefícios do trabalhador. E isso não permitiremos.

Quinta, Ago 17 2017

 

O governo do ilegítimo presidente Temer não se notabiliza apenas por ser golpista. Mas, também, por ser cruel. Contra a sociedade em geral e os trabalhadores em particular. Pouco mais de duas semanas após ter promovido o maior desmonte dos direitos e conquistas dos trabalhadores, remetendo a relação capital e trabalho para o Brasil dos anos 30 pré-CLT, Temer e sua equipe econômica de banqueiros, com a cara mais porca e cínica do mundo, anunciam uma "ótima notícia" para os trabalhadores a Caixa Econômica Federal irá repartir 7,8 bilhões de reais nas contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de 88 milhões de trabalhadores.

O montante corresponde à metade do lucro do Fundo em 2016. A crueldade fica por contra da participação do trabalhador nesse lucro: a maioria (73,63%) vai receber até R$ 10 e só 0,01% das contas terá um crédito acima de 5 mil reais. "Isso é tratar o trabalhador com respeito”, disse o golpista, quando do anúncio da medida, em um ato de cinismo e escárnio. A mais nova cortina de fumaça para tentar desviar o foco das bandalheiras de seu (des)governo, que já derrapa ladeira abaixo nos índices de 5% de popularidade, acontece na mesma semana em que o governo fecha o ciclo de liberação de emendas parlamentares (R$ 3,6 bilhões) e o loteamento de cargos públicos nos órgãos federais para acomodar os pleitos de sua base fisiológica no verdadeiro balcão de negócios em que se transformou o Planalto nos últimos dias. Na completa ausência de políticas sociais consistentes e autênticas, o (des)governo que aí está vive de costurar gambiarras do tipo "me engana que eu gosto" que não se sustentam em pé.

O próprio FGTS já foi usado ano passado nessa marquetagem "sociedade trouxa", ao se promover o saldo da reserva do fundo como a salvação financeira para as famílias e os trabalhadores brasileiros. Um a um, famílias e trabalhadores foram descobrindo o engodo. Quando não tinham nada a receber, tinham como saldo o "milionário" depósito de R$ 200, estourando R$ 300. Desde o seu princípio, o (des)governo Temer vende ilusões. Isso porque, uma coisa é o político, o ser humano Michel Temer. Ele não chegou ali exclusivamente por sua vontade nem se mantém no poder apenas por que quer. Ele é uma peça em um jogo de disputa ideológica, para o qual ele se encontra a serviço do capital (ou elites, como queiram chamá-lo). No momento em que não mais interessar ao capital, a peça de reposição Temer será simplesmente substituída por outra peça que continue a manter e beneficiar seus interesses.

O "Fora Temer" nem faz coceira na luta de classes e na disputa hegemônica do poder. A disputa ideológica se dá na superestrutura do poder. No centro do capital.

 

Quinta, Ago 17 2017

 

“No caminho com Maiakóvski” é um dos poemas brasileiros mais conhecidos no exterior. Mas poucos sabem que “No caminho com Maiakóvski” é um poema brasileiro. Acham que foi escrito por Vladimir Maiakóvski. Vladimir Maiakóvski foi um poeta revolucionário russo herói que viveu entre 1893 e 1930.

“No caminho com Maiakóvski” foi escrito em 1969 pelo poeta brasileiro Eduardo Alves Costa. Eduardo Alves da Costa nasceu em Niterói e é vivo até hoje. “No caminho com Maiakóvski” diz assim: “Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.” E é essa narrativa que nos interessa. Recapitular o que aconteceu no país em um passado recente: o golpe Para explicar o presente.

E o que podemos entender como a volta do Brasil à "remiséria", se é que o termo existe. Pegando emprestada a narrativa do poema, remontaria a seguinte cronologia: Primeiro eles decidiram dar um golpe na presidente Dilma e promoveram o impeachment E não dizemos nada Em seguida, escancararam: Congelaram os investimentos sociais do país por 20 anos, cortaram recursos para a saúde e educação Aprovaram a lei da terceirização E, apesar da resistência dos sindicatos, o restante do país não disse nada Até que um dia, Aprovaram a reforma trabalhista que promoveu o desmonte do modelo sindical e da Justiça do Trabalho Confiscou direitos e conquistas historicamente consagrados Precarizaram ao máximo os empregos Remeteram a força de trabalho ao período pré-CLT, pré-anos 30 Devolveram o país ao Mapa da Fome, três anos após ter dele oficialmente saído por conta das políticas sociais do governo Lula E após fazerem tudo isso, Conhecendo nossa apatia Lançaram um candidato "salvacionista" à presidência da República Um candidato "antipolítico" Um candidato "contra tudo isso que aí está" E o elegeram Os mesmos que articularam, pela ordem, golpe, corte de investimentos, lei da terceirização e reforma trabalhista, querem eleger um novo "salvador da pátria" neoliberal para aprofundar no Brasil um modelo de capitalismo fundamentado em uma economia de mercado agressiva.

Que privilegia os ganhos de capital em detrimento da proteção e da justiça social. E transforma o trabalhador e a sociedade em meras ferramentas para o acúmulo do lucro de seus negócios e o enriquecimento pessoal. Romper a narrativa brilhante e dramaticamente descrita pelo poema de Eduardo Alves da Costa será o maior desafio do movimento sindical e da sociedade brasileiro nos obscuros períodos que nos aguardam. Mas que saberemos enfrentá-los e vencê-los. Vencê-los como que embalados pelos belos versos da canção do mineiro Beto Guedes, "Sol de primavera", um mensagem de otimismo que diz assim: "Já choramos muito Muitos se perderam no caminho Mesmo assim não custa inventar Uma nova canção Que venha nos trazer Sol de primavera Abre as janelas do meu peito A lição sabemos de cor Só nos resta aprender" A luta continua, companheiros!

 

Terça, Jul 04 2017

Entre os ataques da reforma trabalhista em curso no Senado que alteram profundamente 120 artigos da CLT, retirando direitos históricos duramente lutados e conquistados pela classe trabalhadora, pelo menos cinco deles merecem destaques por seu alto grau de crueldade. Detalhe. São, apenas, cinco exemplos, entre os mais de cem. Leia:

1. Grávidas e lactantes poderão trabalhar em lugares insalubres. Se aprovada, a reforma permitirá que mulheres grávidas ou que estão amamentando trabalhem em lugares insalubres de grau médio e mínimo. Só ficará proibido o grau máximo. Nos locais insalubres, as trabalhadoras terão contato com produtos químicos, agentes biológicos, radiação, exposição ao calor, ambiente hospitalar de risco, frio intenso e outros.

2. Assédio moral e sexual será precificado de acordo com condição social da vítima. Caso esse crime seja cometido pelo patrão, a vítima será indenizada de acordo com o salário que ela recebe. As trabalhadoras que ganham menos ficarão mais vulneráveis. “Uma gerente que for assediada ganhará uma indenização maior do que uma secretária. Assim, sairá mais barato assediar as trabalhadoras do chão de fábrica”, explica a senadora Gleisi Hoffmann.

3. Mulheres deixarão de ter direito a descanso. A reforma revoga o artigo 384 da CLT. Na prática, acaba com o direito da mulher descansar 15 minutos, como previsto hoje, antes de começar uma jornada extraordinária, ou seja, a hora extra. No passado, o Superior Tribunal Federal (STF) decidiu que esse dispositivo é constitucional devido à dupla jornada de trabalho das mulheres.

4. Trabalho de 12 horas seguidas por dia. O governo quer aprovar uma medida que permita que o trabalhador possa ter jornada de 12 horas e descanso de 36 horas, quando a legislação brasileira hoje estabelece jornada máxima de 8 horas. Levando em conta que o patrão tem muito mais poder na hora de negociar, o trabalhador ficaria exposto a jornadas exaustivas que podem comprometer sua saúde.

5. Trabalho intermitente. Nesse tipo de trabalho o empregado não tem vínculo com a empresa, nem horário certo, mas fica a disposição do patrão 24h por dia e só recebe as horas trabalhadas. Funciona assim: quando a empresa chamar, a pessoa trabalha 4h. Se não voltar a chamar o trabalhador só receberá por essas 4h. E se ela não quiser mais os serviços não haverá rescisão de contrato, férias, décimo terceiro. Sindicatos classificam essa jornada como a "escravidão do século 21".

É por essas e outras que a classe trabalhadora deve se mobilizar e não baixar guarda. É preciso ser combativo e pressionar os parlamentares de seu estado.

Segunda, Jul 03 2017

Temer está no sal. Apenas 44 deputados, dos 513 entrevistados pelo jornal “O Globo”, se manifestaram contra a autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite a denúncia de corrupção passiva contra ele, o que poderia levá-lo ao afastamento imediato do cargo. O jornal perguntou a cada um dos parlamentares como pretendem votar. O resultado mostra a dificuldade do presidente golpista em conseguir hoje quem o defenda explicitamente: seu apoio não chega a 10% da Câmara.

Assim como ocorre com os pedidos de impeachment, para que uma investigação criminal contra o presidente da República possa ser aberta é necessário que dois terços da Câmara, ou 342 deputados, autorizem o Supremo a avaliá-la. Caso não se conclua que há elementos para tornar Temer réu, ele será imediatamente afastado do mandato por até seis meses, enquanto correm as investigações. Neste período, assume o primeiro da linha sucessória, posto hoje ocupado pelo não menos ilegítimo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Isso porque a Constituição prevê eleições indiretas pelo Congresso Nacional em 30 dias, caso o presidente e o vice deixem os cargos nos últimos dois anos de mandato.

É o que diz a Constituição. Mas não o que diz as ruas.

Tramita no Senado uma Proposta de Emenda à Constituição, que já vem sendo chamada de PEC das Diretas, que altera o artigo que trata da vacância da presidência e institui eleições diretas até o último ano do mandato. Proposta pelo senador Reguffe (sem partido-DF), a PEC já aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

Tanto o isolamento no Congresso do golpista Temer quanto a proposta em tramitação no Senado que institui eleições diretas não são obra do acaso, mas fruto da pressão popular, dos sindicatos, trabalhadores e dos movimentos organizados da sociedade nas duas últimas greves gerais (28/4 e 30/6) e nas diversas manifestações, atos, mobilizações e passeatas em todo o país.

O Congresso está sentido o peso de nossa força. E isso só acontece porque não estamos deixando a mobilização esfriar. Todo dia tem algum ato no Brasil. A última greve geral greve foi forte no Espírito Santo e no Brasil inteiro e mostrou a força da classe trabalhadora. Agora, o desafio agora é aumentar a pressão sobre os congressistas para derrotar definitivamente a Reforma Trabalhista. É como disse o presidente da CUT nacional, Vagner Freitas, estamos enfrentando um dos maiores golpes dos últimos 20 anos. Mas estamos resistindo com força, garra e luta. Agora, é seguir firme nas ruas e praças contra esse golpe e contra a tomada de nossos direitos, sem dar descanso aos golpistas.

Segunda, Jul 03 2017

“Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato”. Foi com essa frase inspirada e inusitada que o sempre surpreendente papa Francisco recebeu, na última semana de maio, os delegados da XVIII Congresso Nacional da Confederação Italiana dos Sindicatos dos Trabalhadores (Cisl).

O discurso do papa partiu do tema em debate: “Pela pessoa, pelo trabalho”. Segundo Francisco, pessoa e trabalho são duas palavras que podem e devem estar juntas. “O trabalho é a forma mais comum de cooperação que a humanidade gerou na sua história, é uma forma de amor civil”.

O papa destacou que a pessoa não é só trabalho, também é preciso repousar, recuperar a “cultura do ócio”; é desumano os pais não poderem brincar com os filhos por falta de tempo, num recado preciso aos que criticam a luta do movimento sindical comerciário cutista em defesa do direito do descanso aos domingos. Para o Papa, crianças e jovens devem ter o trabalho de estudar e os idosos deveriam receber uma aposentadoria justa. “As aposentadorias de ouro são uma ofensa ao trabalho, assim como as de baixa renda, porque fazem com que as desigualdades do tempo de trabalho se tornem perenes”. Mensagem mais clara aos congressistas e ao presidente golpista Temer em sua pressa pela reforma da Previdência a toque de caixa não há.

O Papa definiu como “míope” uma sociedade que obriga os idosos a trabalhar por muitos anos e uma inteira geração de jovens sem trabalho. Para isso, é urgente um novo pacto social para o trabalho e ele indicou dois desafios que o movimento sindical deve enfrentar e vencer se quiser continuar desenvolvendo seu papel essencial pelo bem comum: a profecia e a inovação.

A profecia é a vocação mais verdadeira do sindicato, explicou o Papa, é “expressão do perfil profético da sociedade”. Mas nas sociedades capitalistas avançadas, o sindicato corre o risco de perder esta natureza profética e se tornar demasiado semelhante às instituições e aos poderes que, ao invés, deveria criticar. Com o passar do tempo, o sindicato acabou por se parecer com a política, ou melhor, com os partidos políticos. Ao invés, se falta esta típica dimensão, a sua ação perde força e eficácia.

O segundo desafio é a inovação. Isto é, proteger não só quem está dentro do mercado de trabalho, mas quem está fora dele, descartado ou excluído. “O capitalismo do nosso tempo não compreende o valor do sindicato, porque esqueceu a natureza social da economia. Este é um dos maiores pecados. Economia de mercado: não. Digamos economia social de mercado, como nos ensinou São João Paulo II”.

Para Francisco, talvez a  sociedade não entenda o sindicato porque não o vê lutar suficientemente nos lugares onde não há direitos: nas periferias existenciais, entre os imigrantes, os pobres, ou não entende simplesmente porque, às vezes, a corrupção entrou no coração de alguns sindicalistas. Não se deixem bloquear.

Habitar as periferias pode se tornar uma estratégia de ação, uma prioridade do sindicato de hoje e de amanhã, indicou o Papa. “Não existe uma boa sociedade sem um bom sindicato. E não há um bom sindicato que não renasça todos os dias nas periferias, que não transforme as pedras descartadas da economia em pedras angulares. Sindicato é uma bela palavra que provém do grego syn-dike, isto é, ‘justiça juntos’. Não há justiça se não se está com os excluídos”.

Quarta, Abr 19 2017

Comandada pelo governo golpista do presidente ilegítimo Michel Temer, o mais impopular da história brasileira, a bancada governista da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (19), o regime de urgência para o substitutivo ao Projeto de Lei 6.787, o da reforma trabalhista, que praticamente sepulta a CLT. Esse pedido já havia sido rejeitado em sessão um dia antes. Mas os governistas não se conformaram e articularam uma manobra para garantir a aprovação, na marra. Desta vez, foram 287 votos a favor, 30 acima do número necessário e 57 a mais do que na véspera, e 144 contrários, menos que os de terça (163). Com a aprovação do pedido de urgência, não é mais possível pedir vista ou fazer emendas na comissão especial que discute o substitutivo.

A proposta de reforma trabalhista foi apresentada em dezembro do ano passado. Os principais pontos que ela aborda são: ampliação da duração do contrato de trabalho temporário (de 3 meses para 6 meses); aumento da jornada do contrato por tempo parcial (de 25 para 30 horas semanais); a permissão para que 13 direitos fundamentais possam ser negociados entre patrões e empregados em termos piores do que prevê a CLT (o chamado negociado sobre o legislado); a criação do representante no local de trabalho sem caráter sindical e multa para combater a informalidade.

Para análise do PL, foi criada uma Comissão Especial na Câmara dos Deputados, presidida pelo deputado tucano Rogério Marinho (PSDB/RN), que apresentou seu relatório no último dia 12 de abril. Esse relatório consegue ser uma versão piorada ao projeto do governo Temer. Isso porque amplia o conteúdo do projeto de lei, anulando praticamente todas os grandes direitos garantidos na CLT e conquistados em mais de 70 anos de lutas sindicais e sociais no Brasil. Nem o Regime Militar, que instalou no país um modelo de acumulação de capital extraordinário ousou tanto.

Mas a guerra contra a reforma trabalhista está longe de estar perdida. Conforme relatei na abertura deste artigo, nesta mesma semana a pressão dos trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais já imprimiu uma primeira grande derrota ao governo, na terça-feira, exigindo-o que reunisse toda sua força-tarefa para tratorar a oposição. Mesmo na reforma da Previdência, o texto original já foi profundamente modificado por conta da pressão sobre os parlamentares.

O que quero dizer é que sem povo e trabalhadores nas ruas não avançaremos na defesa dos nossos direitos e interesses. E é na rua que devemos estar permanentemente. Sobretudo no dia 28, data marcada nacionalmente para deflagrarmos a Greve Geral contra a lei da terceirização e as reformas trabalhista e da Previdência.

Bora pra rua que a rua é o nosso lugar!

Terça, Abr 18 2017

No Brasil, um trabalhador morre a cada duas horas de trabalho. Ou seja, todos os anos morrem em média três mil trabalhadores e outros 300 mil se acidentam. Como forma de chamar atenção da sociedade para a gravidade desse problema, a Organização Internacional do Trabalho – OIT proclamou em 2003, o dia 28 de abril como a data em Memória das Vítimas de Acidente e Doenças do Trabalho. Esse dia foi escolhido porque marca a morte de 78 trabalhadores em uma mina no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969. Sendo assim, essa é uma data que deve ser marcada pela luta por justiça, em defesa dos direitos, da saúde e segurança do trabalhador.

Segundo a OIT, todos os anos dois milhões de pessoas morrem em decorrência de doenças ocupacionais no mundo. Desses, 321 mil morreram em acidentes de trabalho fatais. Neste cenário, a cada 15 segundos, um trabalhador morre por conta de uma doença relacionada ao trabalho.

Os dados da Organização Internacional do Trabalho apontam o Brasil, como quarto colocado no ranking mundial de acidentes fatais de trabalho. Esses números representam uma verdadeira guerra contra os trabalhadores, fruto da ambição dos patrões e do descaso dos governos capitalistas.

De acordo com a Central Única do Trabalhadores – CUT, de cada dez acidentes de trabalho no Brasil oito acontecem com funcionários terceirizados. Um exemplo é o setor elétrico que registrou 79 mortes por acidente em 2011, das quais 80% atingiram os funcionários terceirizados. Já os setores de supermercados e hipermercados registraram em 2013 uma taxa altíssima de 25 mil ocorrências de acidente no trabalho.

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