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Quarta, Jul 31 2019

De janeiro de 2018 a junho deste ano, trabalho intermitente e parcial resultou em 121.752 contratações – de caráter precário. Já desligamento por acordo somaram 276.284.

Em sua rápida tramitação pela Câmara e pelo Senado, até ser aprovado, há dois anos, o projeto do Executivo que resultou na Lei 13.467, de "reforma" trabalhista", foi apresentado como solução para o mercado de trabalho, que precisava se modernizar para permitir a criação de empregos, algo que a legislação "atrasada" não permitia. O então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, chegou a declarar que esperava a abertura de 2 milhões de vagas no ano passado e neste, em consequência de postos de trabalho que deixariam a informalidade. Então ministro, Henrique Meirelles falou em 6 milhões, sem especificar período. Os dados do próprio governo apontam no sentido contrário: neste um ano e meio, a "modernização" mais fechou do que abriu empregos no país.

Se comparadas as três modalidades surgidas com a lei, que entrou em vigor em novembro de 2017, o fechamento de vagas é duas vezes maior que a abertura. A "reforma" implementou duas formas de contratação, mais precárias, o trabalho intermitente e o parcial. Ao mesmo tempo, surgiu o desligamento por "acordo" entre patrão e empregado. Este último supera de longe as duas formas novas de contratação de mão de obra.

De janeiro de 2018 a junho deste ano, o saldo total de postos de trabalho formais no país foi de 938.054, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que com a extinção do Ministério do Trabalho passou a ser divulgado pela pasta da Economia, comandada por Paulo Guedes, um entusiasta da flexibilização. Já o saldo somado de trabalho intermitente (88.437) e parcial (33.315) é de 121.752 vagas no período. Enquanto isso, os desligamentos por acordo totalizaram 276.284 – 2,27 vezes mais.

Mesmo considerando apenas o trabalho intermitente ou parcial, o número fica distante dos milhões imaginados pelo ministro ou parlamentares governistas, que insistiam nesse argumento durante a tramitação do projeto. Essas duas modalidades representam apenas 13% do saldo total do Caged em um ano e meio. O próprio saldo integral, até agora, não chega a 1 milhão.

Sem jornada fixa

O contrato de trabalho intermitente não tem jornada fixa. Pode ser por mês, dia ou hora. Deve ser especificada o valor da remuneração por hora, que não pode ficar abaixo do equivalente a um salário mínimo mensal ou do que é pago para quem exerce a mesma função. A chamada para o serviço precisa ser feita com pelo menos três dias de antecedência e o trabalhador precisa responder até um dia (útil) antes. Em caso de descumprimento, a lei prevê multa equivalente a 50% do valor da remuneração combinada. Já o trabalho parcial é aquele cuja duração não supera 30 horas semanais, sem horas extras, ou 26 horas, com acréscimo de até seis (pagas com adicional de 50%).

Apenas em junho, último dado disponível, o trabalho intermitente teve saldo de 10.177 vagas (diferença entre contratações e demissões). Desse total, 417 trabalhadores foram admitidos mais de uma vez. O total de estabelecimentos envolvidos chegou a 2.691. No parcial, o saldo foi de 1.427. E os desligamentos somaram 17.951.

Sem contar o resultado comparativo desfavorável, o Caged aponta ainda outro dado negativo, este referente aos salários. Todos os meses, o ganho de quem entra no mercado de trabalho é invariavelmente menor em relação ao rendimento daquele que saiu. No mês passado, os contratados tinha salário médio de R$ 1.606,62, enquanto quem foi demitido recebia em média R$ 1.766,67. No acumulado do ano, o rendimento dos admitidos corresponde a 88,6% dos demitidos.

"Foi um equívoco alguém um dia dizer que essa lei ia criar empregos. Foi um equívoco", disse em junho, em entrevista à BBC Brasil, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Brito Pereira. "O que cria empregos são os programas de incentivo à produção, que gera bens, permite o consumo e faz girar a economia", reverberando o que dizem vários economistas, refratários à "reforma" da forma como foi implementada.

fonte: RBA

Sexta, Jul 26 2019

O texto da "reforma" da Previdência, em tramitação na Câmara dos Deputados, prevê que ações contra o INSS deixarão de ser analisadas pela Justiça Estadual, e passarão exclusivamente pela Justiça Federal. Apesar de representarem um custo 50% menor para a realização de perícias, as varas federais estão presentes em apenas 5% dos municípios brasileiros. Trata-se de mais uma medida que vai restringir a busca dos trabalhadores por seus direitos, aposentadorias e benefícios, segundo a economista e pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Cesit-Unicamp) Marilane Teixeira.

Em entrevista aos jornalistas Marilu Cabanãs e Glauco Faria, para o Jornal Brasil Atual desta segunda-feira (22), ela diz que somada aos efeitos da Medida Provisória (MP) 871/2019, aprovada em junho, que institui mais um "pente-fino" nos benefícios concedidos, a medida deve fazer com que ainda mais pessoas sejam obrigadas a buscar colocação no mercado de trabalho em condições precárias de saúde. A professora cita o exemplo de um motoboy de 60 anos que ficou com as atividades motoras comprometidas após levar um tiro na cabeça durante um assalto enquanto trabalhava. Aposentado por invalidez, ele recentemente teve o benefício cassado, após passar pela perícia periódica exigida pelo INSS e ter sido diagnosticado como apto a trabalhar. Agora vive de "bicos", na esperança de conseguir um emprego formal para cumprir os 15 anos de contribuição para ter acesso à aposentadoria regular.

"Essa realidade deve ser intensificada, quando se restringe a possibilidade das pessoas acessarem a Justiça do Trabalho, complexificando e reduzindo o potencial de acesso aos órgãos com os quais elas já estão mais familiarizadas, que já conhecem as rotinas e, portanto, sabem como lidar", afirma Marilane.

A pesquisadora destaca que a aposentadoria por invalidez é a modalidade de acesso ao INSS mais procurada pelos homens e a segunda, entre as mulheres. Sintomas de "uma sociedade adoecida, em que as pessoas são mutiladas no ambiente de trabalho, vítimas de uma série de ocorrências próprias de um mercado de trabalho desestruturado e com poucos direitos."

BPC

Outra crueldade presente no projeto de "reforma" da Previdência é a mudança de critérios para acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) – voltado a idosos pobres e deficientes com renda familiar per capita inferior a um quarto do salário mínimo. Hoje, famílias de pessoas com doenças crônicas e que arcam com custos do tratamento conseguem, em ações na Justiça, a concessão do benefício, o que passará a ficar muito mais difícil, caso a matéria venha a ser aprovada nas votações restantes.

Com a medida, o governo afirma que fará uma economia de cerca de R$ 33 bilhões em 10 anos, o que corresponde a cerca de 40% dos benefícios concedidos ao setor exportador – que pela "reforma" deixarão de contribuir com R$ 84 bilhões de reais, no mesmo período. Segundo a economista do Cesit, 83% dos doentes que recebem o BCP são cuidados por mulheres, e a maioria fora do mercado de trabalho, por conta das necessidades de tratamento, e que vivem exclusivamente da renda do benefício.

Sexta, Jul 26 2019

Estudo comparativa entre a falta de empregos e o uso do seguro-desemprego mostrou que o sistema de proteção aos trabalhadores brasileiros é um dos menos generosos do mundo. De acordo com levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), a taxa de cobertura do auxílio é baixa e vem caindo nos últimos anos, apesar do aumento no número de desempregados.

Em 2015, ao menos 7,8% dos brasileiros fizeram uso do seguro-desemprego. Em 2018, quando a taxa de desemprego atingiu 12,2 milhões de trabalhadores, apenas 4,8% dos desempregados tiveram acesso ao benefício.

Na prática, os dados revelam que, com o aumento do desemprego e uma cobertura menor, o país tem garantido proteção apenas a até 600 mil trabalhadores desempregados, segundo o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual. "Há uma redução bastante significativa que, se colocada no contexto internacional mostra que o Brasil é um dos países com menor taxa de cobertura", destaca Clemente sobre o estudo que compara a situação brasileira com outros 97 países que adotam mecanismo similares de seguridade social.

"Isso acontece porque por um lado nós temos uma taxa de informalidade muito elevada, uma ausência de vínculo laboral estável e protegido com o registro da carteira de trabalho e, por outro lado, temos uma rotatividade que é grande. Trabalhadores são contratados e demitidos numa velocidade rápida (...) também o seguro-desemprego é praticado no Brasil com regras que tornam muito difícil o acesso ao benefício", aponta o diretor técnico do Dieese.

O valor mensal do seguro-desemprego pode variar de um salário mínimo a R$ 1.735,29, pagos em três a cinco parcelas, a depender do tempo trabalhado. Em 2016, quando as regras de acesso se tornaram mais rígidas, 1,65% do orçamento público foi gasto com o programa. Em países da Europa, onde o tempo de proteção é maior, o seguro-desemprego corresponde em média a 4,6% dos orçamentos. "No seu conjunto, o seguro-desemprego, infelizmente, está longe de proteger os trabalhadores que se encontram na situação de desemprego no Brasil", conclui Clemente.

Publicado por: Redação RBA

Sexta, Jul 26 2019

Começa a ser pago nesta quinta-feira (25) o abono salarial PIS do calendário 2019-2020, ano-base 2018. Os pagamentos começam a ser feitos pela Caixa Econômica Federal para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em julho; no caso do Pasep, que é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil, o pagamento começa para quem tem final da inscrição 0.

O calendário de recebimento leva em consideração o mês de nascimento, para trabalhadores da iniciativa privada, e o número final da inscrição, para servidores públicos.

Quem nasceu nos meses de julho a dezembro ou tem número final de inscrição entre 0 e 4 receberá o benefício ainda no ano de 2019. Já os nascidos entre janeiro e junho e com número de inscrição entre 5 e 9 receberão no primeiro trimestre de 2020. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 30 de junho de 2020, prazo final para o recebimento.

O valor do abono pode chegar a 1 salário mínimo (R$ 998) e é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2018 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2018 completo.

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2018. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ano-base 2017.

Para saber se tem direito e como sacar

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação.

Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos.

Veja como localizar o número do PIS na internet

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Segunda, Jul 15 2019

Texto final de MP exclui contratação em 'regime especial', mas limita Cipas e libera trabalho no domingo. Associação dos magistrados lamenta aprovação: medida afeta direitos e segurança jurídica.

São Paulo – A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) lamentou a aprovação da Medida Provisória (MP) 881 na comissão mista, nos termos do relatório do deputado Jeronimo Goergen (PP-RS). Para a presidenta da entidade, Noemia Garcia Porto, o texto afeta direitos trabalhistas e "ameaça a segurança jurídica do país, considerando jurisprudência do Supremo Tribunal Federal". A chamada da "liberdade econômica" precisa agora passar pelos plenários da Câmara e do Senado. Se não for votada, perde a validade em 120 dias. A criação de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipa) fica limitada e o trabalho aos domingos é liberado.

O relator acolheu, total ou parcialmente, 126 das 301 emendas recebidas. E incluiu dispositivo para acabar com o chamado eSocial, segundo ele, por obrigar as empresas "a fazer um enorme investimento", sem serem dispensadas de outras obrigações, como a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), o Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip) e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Também extingue o Fundo Soberano do Brasil (FSB), criado em 2008, como uma modalidade de "poupança" anti-crise. Os recursos, hoje em torno de R$ 27 bilhões, devem ser direcionados ao Tesouro Nacional.

A redação final excluiu dispositivo que criava um "regime especial" de contratação, que seria mantido enquanto o número de desempregados no país não caísse para 5 milhões – atualmente, estão em torno de 13 milhões, segundo o IBGE. Mas acaba com a obrigatoriedade das Cipas em situações específicas e autoriza o trabalho aos domingos e feriados. A legislação trabalhista só será aplicada para empregados que recebam até 30 salários mínimos (R$ 29.940, pelo valor atual). Acima disso, vale o Direito Civil.

No texto, ficam desobrigados de constituir Cipas estabelecimentos com menos de 20 trabalhadores e as micro e pequenas empresas. "Os setores se queixavam muito porque tinha a estabilidade (de um ano para cipeiros), isso é um absurdo", declarou Goergen ao jornal Folha de S.Paulo.

O descanso semanal remunerado é mantido, mas o texto fala apenas que será "preferencialmente aos domingos". Deverá coincidir com o domingo pelo menos uma vez a cada quatro semanas.

Para o relator, a medida não reduz direitos. "O Estado deve abrir caminho para as liberdades econômicas e a iniciativa privada, sem que isso signifique receio à proteção de direitos coletivos, difusos e individuais homogêneos. É, ao contrário, o aumento da proteção às liberdades econômicas, à livre iniciativa."

Segunda, Jul 01 2019

Ao final de 2017, a reforma trabalhista aprovada no governo Temer e com apoio do então deputado Bolsonaro prometia a ampliação dos postos de trabalho no país. O que vemos hoje, porém, é uma realidade bem diferente: o número de pessoas há mais de dois anos sem emprego aumentou.   

Em comparação com 2015, o chamado desemprego de longo prazo cresceu de 17,4% para 24,8%, em 2019 ― os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O problema atinge, sobretudo mulheres e jovens e o brasileiro segue na expectativa de poder trabalhar, enquanto o atual governo se preocupa apenas com pautas de pouca relevância. 

O Sindicomerciários sempre foi contra a reforma trabalhista e segue na luta, agora, contra a aprovação da reforma da previdência.

Nosso principal interesse é, sempre, a defesa dos direitos e interesses dos trabalhadores e do cidadão que busca e merece uma vida mais digna!

Quarta, Jun 12 2019

Tendo como um dos pontos centrais o "negociado sobre o legislado", a reforma trabalhista que esta em vigor esta provocando o enfraquecimento do meio sindical. O medo que se fortalece cada vez mais entre os trabalhadores é que eles acabem enfraquecidos na relação com os patrões. O legislado sobre o negociado se não mediado pelo [...]

Tendo como um dos pontos centrais o "negociado sobre o legislado", a reforma trabalhista que esta em vigor esta provocando o enfraquecimento do meio sindical. O medo que se fortalece cada vez mais entre os trabalhadores é que eles acabem enfraquecidos na relação com os patrões.O legislado sobre o negociado se não mediado pelo Sindicato da Categoria trará prejuízo apenas para os trabalhadores.

"Não existe equilíbrio entre trabalhador e empregador para a negociação".Com a reforma trabalhista, os sindicatos perderam força e precisam da ajuda da categoria para que continue defendendo os profissionais ante as retiradas de direitos. Clicando aqui você vê o vídeo feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), exemplifica a necessidade de apoio de todos para que os sindicatos não enfraqueçam e continuem lutando em defesa dos trabalhadoresSer sócio ou não do sindicato que representa legalmente a sua categoria é uma decisão que cabe somente ao trabalhador. Trata-se, na verdade, de um direito constitucional que lhe foi garantido depois de muitas lutas. Você já parou para pensar na da importância deste direito que você pode estar abrindo mão?

Fortaleça seu sindicato e sindicalize-se!

Quarta, Jun 12 2019

O tempo da escravidão está voltando. Primeiro foi a "reforma trabalhista" que retirou direitos dos trabalhadores e dificultou o seu acesso à Justiça do Trabalho. Depois vem o desmonte do Ministério do Trabalho, mais um golpe contra os empregados que estão perdendo um importante órgão fiscalizador. Agora querem impor o "Fim da aposentadoria" que, além de retirar mais direitos dos trabalhadores que estão na ativa, praticamente impede que eles se aposentem e com eles vem o pacote como o fim do PIS, FGTS entre outros. Para piorar, o governo fala em implantar uma tal carteira verde e amarela. A ideia é tirar do trabalhador a proteção do sindicato.

Com isso, o empregado perde os direitos assegurados em convenções coletivas como plano de saúde, seguro de vida, plano odontológico, atestado médico de acompanhante do filho por até 18 anos ao médico,  piso salarial da categoria, reajustes de salários, dentre outros. 

Sem a representação dos trabalhadores, os patrões desonestos poderão explorar livremente os seus empregados.

Pense nisso, fortaleça seu sindicato!

Quarta, Jun 12 2019

Sexta-feira é o dia de todos os brasileiros e brasileiras, com carteira assinada ou não, participarem da greve geral. Entenda porque é importante cruzar os braços dia 14 de junho.

Todos os trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, além dos servidores públicos de todas as esferas - federal, estadual e municipal, serão atingidos pela reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e terão de trabalhar muito mais para ganhar bem menos de aposentadoria no final da vida. Muitos, especialmente os mais pobres, mesmo trabalhando e contribuindo por mais tempo, não vão conseguir se aposentar.

Para entender todas as mudanças nas regras da aposentadoria e dos benefícios, acesse o site Reaja Agora, criado pela CUT para informar os trabalhadores e trabalhadoras sobre os detalhes das perversidades contidas na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 006/2019, nome oficial da reforma da Previdência.

Como disse o presidente da CUT, Vagner Freitas, em entrevista ao Portal da Central, nesta sexta-feira, dia 14 de junho, é preciso mostrar ao governo "que não aceitaremos mais ataques aos nossos direitos".

"Sexta-feira é o dia de todos os brasileiros e brasileiras, com carteira assinada ou não, participarem da greve geral. Queremos mais empregos e geração de renda. Trabalhador não aguenta mais pagar as contas das crises perdendo direitos trabalhistas e previdenciários".

Sexta-feira (14) é dia de ficar em casa! Confira pelo menos 5 razões para cruzar os braços na greve geral:

1 – Reforma da Previdência impõe idade mínima

A PEC nº 006/2019, além de acabar com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade da idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres se aposentarem.

Pelo modelo atual, os trabalhadores podem se aposentar após 35 anos de pagamento ao INSS e as trabalhadoras após 30 anos de contribuição, sem a exigência de idade mínima.

Nesse caso, para ter acesso ao valor integral do benefício, as mulheres precisam que a soma da idade mais o tempo de contribuição seja igual a 86 (56 anos + 30 contribuição = 86 – aposentadoria integral). Já os homens precisam que a soma totalize 96 (61 anos + 35 contribuição = 96 – aposentadoria integral).

A proposta do governo de Bolsonaro simplesmente acaba com a possibilidade de o trabalhador optar pela aposentadoria por tempo de contribuição e obriga todos, homens e mulheres, a atingirem uma idade mínima alta para receberem menos no valor do benefício previdenciário.

2 – Mais tempo de contribuição e benefício menor

A reforma da Previdência aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 20 anos e muda o cálculo do valor do benefício para reduzir o valor pago pelo INSS. Os trabalhadores vão receber apenas 60% do valor do benefício. Para ter acesso à aposentadoria integral, o trabalhador e a trabalhadora terão de contribuir por pelo menos 40 anos.

Pelas regras atuais, o valor do benefício é calculado com base na média das 80% maiores contribuições feitas pelo trabalhador ao longo da vida profissional.

Pela proposta de Bolsonaro, o cálculo passará a contar a média de todas as contribuições (100%) ao longo da vida profissional, inclusive os menores salários recebidos pelo trabalhador. Ou seja, ao acrescentar os menores salários, o valor final do benefício será menor.

3 - Capitalização da Previdência

A proposta de adotar o modelo de capitalização é uma das mais perversas medidas previstas na reforma da Previdência. O que não deu certo em países como Chile, Colômbia, Peru e México, onde o modelo de capitalização foi adotado, Bolsonaro quer trazer para o Brasil.

Nesse modelo, o trabalhador é obrigado a fazer uma poupança pessoal e depositar dinheiro nela todo mês se quiser se aposentar no final da vida. Essa conta é administrada por bancos, que podem utilizar parte do dinheiro para especular no mercado financeiro.

No Brasil, o atual modelo de Previdência é chamado de repartição, ou seja, quem está no mercado garante com sua contribuição mensal ao INSS o pagamento dos benefícios de quem já se aposentou. E todos contribuem – trabalhador, patrão e governo.

Já no modelo de capitalização não tem a contribuição do empregador nem do Estado. Ou seja, é o trabalhador sozinho tendo de se virar para conseguir fazer uma poupança.

E a proposta pode ser ainda pior! As regras de como funcionará a capitalização só serão apresentadas pelo governo ao Congresso Nacional se a proposta de reforma da Previdência for aprovada. A regulamentação será feita por meio de uma lei complementar.

Para saber mais sobre o modelo de capitalização, clique aqui.

4 - Quem já está aposentado também vai ter prejuízo

A reforma exclui da Constituição Federal a regra que determina a reposição da inflação para os benefícios acima do salário mínimo pagos a aposentados e pensionistas da iniciativa privada e do setor público. E mais: desvincula os valores dos benefícios do salário mínimo.

Isso significa que os reajustes do salário mínimo não serão mais usados como base de cálculo para corrigir as aposentadorias e pensões. Essas mudanças podem rebaixar drasticamente os valores dos benefícios, inclusive de quem já é aposentado.

5 – Cadê a política de geração de emprego?

No primeiro trimestre deste ano, faltou trabalho para 28,3 milhões de trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, segundo a Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego do período foi de 12,7% e atinge 13,4 milhões de trabalhadores e trabalhadores.

Até agora, o governo Bolsonaro não apresentou sequer uma proposta que, de fato, contribua para aquecer a economia e gere emprego e renda. Pelo contrário, as propostas apresentadas pelo governo apenas acabam com os direitos do povo brasileiro, como é o caso da proposta do fim das aposentadorias e dos cortes na educação, área que deveria ser prioridade de qualquer governo que se preocupa com o desenvolvimento do país.

Sexta, Jun 07 2019

A direção do sindicato, através de sua Secretaria de Assuntos Jurídicos, Genilda Bochou, irá pagar a partir do dia 11 de junho, diversos processos para centenas de comerciários e comerciárias da Empresa Itapuã Calçados, que receberão indenização trabalhista por terem sido lesados por suas empresas no descumprimento da Convenção Coletiva.

Por isso convocamos os trabalhadores da loja citadas nesta matéria e cujos nomes constam nas listas publicadas para comparecerem à sede do Sindicato. É necessário levar carteira de trabalho e identidade.

Caso tenha perdido o dia do pagamento, poderá volta de segunda a quinta, das 14h às 16h, devidamente documentados.

 

A – G | 11/06 – 09h às 16h

ADRIANO FELIX ALMEIDA

AGUINALDO AURELIO DA SILVA

ALEXSANDRO RIGUETE RECEPUTE

ALINE SOARES SANTOS

ANA PAULA BARBOSA REIS

ANDRE CARDOSO GONCALVES

ARIANA DE FATIMA CRUZ

BRENDA SALES DOMINGUES

BRUNO BONIFACIO TAVARES

CAMILA CHRIZOSTOMO

CAMILLA CELIA DAS CHAGAS

CAMILLE HUBNBER FERRAZ AGUIAR

CARLA FLORENCIA MATTIANO

CATIA SANTOS DE SOUZA

CINTIA PEREIRA BARCELLOS

CLAUDIANA SOARES SEPULCHRO

DANILO DA COSTA DOS SANTOS

DIENEFER BATISTA NOGUEIRA

DIOGO DE OLIVEIRA FABRES

DIONY CHRISTINA GOMES MOTTA AS

EDINA MARIA DA SILVA BORGES

ELIZABETH FREITAS DUTRA ALEIXO

ELTON RAUTA DEFENDENTE

FABIO ROQUE BARBOSA GUIMARES

FELLIPE JOSE NOBRE E SILVA

FRANCIELE FERREIRA DOS SANTOS

GREICIELLE NUNES PIRES

GUSTAVO NASCIMENTO RIBEIRO

 

H – M | 12/06 – 09h às 16h

HOFFMAM CHULIM CUNHA

HUMBERTO ITALO MAFFIOLI OVELAR

IVANIA XAVIER DA SILVA

JACKSON CAVAT DE SOUZA

JAQUELINE DE LIMA SOUZA

JOCILENE SOUZA DE JESUS

JOICE CRISTINA RODRIGUES BITTERCOURT

JOSE LUIZ LOPES BRAGA JUNIOR

JULIANA DE ALENCAR LIMA

KASSANDRA FARIA DO NASCIMENTO

LAURA MARIA RODRIGUES ARAUJO

LORHAINY NEVES DA SILVA

LUCIANA RUFINO DA SILVA

LUCIENE SOUZA DE JESUS

LUIZ FELIPE DIAS RODRIGUES

LUIZ FELIPE HELLMEISTER MALHAD

LUTHIESKA MESSIAS DE JESUS

MARCELA CAMPAGNARO PEREIRA

MARCIA REGINA SOUZA DE MOURA

MARCOSSUEL DA PENHA SANTOS

MARIA HELENA ZANINHO

MARIA JOSE FORNAZEL DUTRA

MARIELY ALYNE FERREIRA RAMOS

MC MYLLER NASCIMENTO FERREIRA

MEIRIELEY DOMINGUES DOS SANTOS

MIREILLE MOYARA MONTEIRO MACHADO

 

N – W | 13/06 – 09h às 16h

NAJARA PAULINE DA CRUZ

NATHYELLEN ALVES BOAVENTURA

NILO JUNIOR DO N. LUCAS

OSENI DE JESUS SOUZA

PAULINA LEITE GARCIA

PAULO CESAR DOS SANTOS OLIVEIRA

PIERLA DOS SANTOS JACOBOSQUE

RAIANY MACHADO

RAYSA ARIDI MOURA

REINALDO GONCALVES DA ROSA

RODRIGO SERENO DE MATTOS

RODRIGO SOUZA CARVALHO

RODRIGO VIEIRA FERRO

ROMARIO OLIVEIRA SANTOS

ROSILENE DEMONER FERREIRA PATUZZO

RUBIANA SIQUEIRA NASCIMENTO

SABRINA SANTOS DA SILVA

SIMONY DA SILVA ANDRADE

TALES MAIA FAE

TALITA LOPES DOS SANTOS

THALES FERNANDO CRUZ PITANGA

THIAGO DOS SANTOS PIROLA

TICIANY FACCO DE OLIVEIRA

VALDEIR AZEREDO SANTOS

WANDERSON DE OLIVEIRA BELARMIN

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