Destaques

Destaques (640)

Segunda, Mar 11 2019

A diretora da Secretaria Especial da Mulher e Assuntos Comunitários do Sindicomerciários, Márcia Borges, foi uma das coordenadoras das manifestações no Centro de Vitória, no última dia 8 de março, data que marca mundialmente o Dia Internacional da Mulher. E aqui na capital do estado o dia foi de luta e manifestação. 

O ato teve início na Capitania dos Portos e seguiu até o Museu Negro, na região do Parque Moscoso, próxima à sede do Sindicato. "Em todo o país, mulheres trabalhadoras saíram às ruas em passeata organizada pela CUT e as centrais sindicais na luta em defesa de seus direitos e contra a onda de desemprego gerada pela reforma trabalhista de Temer e a da Previdência, encaminhada por Bolsonaro", protestou Márcia.

A luta contra a Reforma da Previdência proposta por Bolsonaro, aliás, foi  principal eixo das manifestações, uma vez que atinge especialmente as comerciárias. Os demais eixos do Dia Internacional da Mulher foram a falta de políticas públicas para as mulheres e o repudio ao feminicídio ― crime que já registra no país mais de 200 casos em 2019!

"A luta continua e nosso sindicato não vai se calar! Mulheres, seguimos juntos, por nenhum direito a menos", finalizou a dirigente sindical comerciária Márcia.

Quarta, Fev 27 2019

Se o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma da Previdência do governo Bolsonaro, milhões de trabalhadores e trabalhadoras não vão conseguir se aposentar. Entre os quais, os empregados do comércio de todo o país, que serão um dos profissionais mais afetados. "Muitos vão contribuir a vida inteira, ralando duro em chão de loja e sequer verão a cor do dinheiro da aposentadoria", protestou o presidente do Sindicomerciários, Rodrigo Rocha.  

Jakson criticou duramente a PEC do Bolsonaro, sobretudo por penalizar preferencialmente os trabalhadores mais pobres, dificultando a aposentadoria e reduzindo o valor dos benefícios. A PEC obriga os trabalhadores a se aposentar com 65 anos (homens) e 62 (mulheres), aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos e extingue a aposentadoria por tempo de contribuição. Quem quiser receber 100% do valor do benéfico terá de contribuir durante 40 anos. Se passar de 40 anos, recebe mais de 100%. "Morrer antes é mais garantido do que você receber o dinheiro que contribuiu a vida inteira", ataca Rodrigo.

Segundo o dirigente, os comerciários brasileiros são os que mais contribuem anualmente com o INSS, em torno de R$ 10 bilhões. Poucos, no entanto, irão usufruir dessa contribuição, uma vez que dificilmente se aposentarão. Sobretudo por conta da alta rotatividade no comércio, que faz com quem um comerciário dificilmente permaneça mais de um ano em uma única empresa.

"O governo Bolsonaro vai conseguir o que sempre quis: diminuir o gasto com a Previdência de baixa renda e favorecer o mercado financeiro", finaliza Rodrigo, segundo o qual "esse Congresso que foi eleito está fechado com a reforma. Só a mobilização popular poderá ainda fazer com que eles pensem duas vezes antes de aprovar essa reforma".

Terça, Fev 26 2019

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA CAMPANHA SALARIAL 2019/2020 DOS EMPREGADOS EM CONCESSIONÁRIAS E DISTRIBUIDORAS DE VEÍCULOS NO ESTADO DO ES

O Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Espírito Santo – Sindicomerciários-ES, por seu presidente Rodrigo Oliveira Rocha, convoca todos os trabalhadores em Concessionárias e Distribuidoras de Veículos no Estado do Espírito Santo, para participarem das Assembleias Gerais Extraordinárias de deflagração da Campanha Salarial 2019/2020, a realizarem-se na Sede do Sindicomerciarios/ES na rua Caramuru, 38, Centro-Vitoria-ES; na Serra, Sede Social do Sindimetal sito à Rua O, s/n – São Diogo I, Serra-ES e na Sub-sede de Colatina, situada a Rua Geraldo Pereira, n.º 194 - sala 301 – Ed. Idalina - Centro – Colatina – ES; Sub-sede de Linhares, situada a Rua Capitão José Maria, n.º 1388 – sala 215 – Ed. Monsaras - Centro – Linhares – ES; Sub-sede de São Mateus, situada a Rua Dr.João Evangelista Monteiro Lobato, 436, Sernamby – São Mateus/ES; Sub-sede de Cachoeiro de Itapemirim, sito a Praça Pedro Cuevas Jr, 24/26, sala 302, Centro, Cachoeiro de Itapemirim/ES; Sub-sede de São Gabriel da Palha, sito a Rua João Dias, nº. 113- Centro- São Gabriel da Palha/ES; Sub-sede de Guarapari sito a Rua Santana do Iapó, 31, Ed. Livorno, Sala 201/202, Muquiçaba, Guarapari/ES; Sub-sede de Aracruz, situada a Av. Venâncio Flores, 1391, Sala 203, Centro - Aracruz; Sub-sede de Nova Venécia, situada a Avenida Vitória, 476, apart. 202, Centro, Nova Venécia; Sub-sede de Venda Nova do Emigrante situada a Rua Ana Minete, 38, Edf. Centro Comercial Curbane, Sala 409, 1º Andar, Centro - Venda Nova – ES; Sub-sede de Guaçuí: situada a Rua Capitão Valdir Alves Siqueira, 118, Loja 02, Centro, Guaçuí– ES, todas no dia 27 de fevereiro de 2019 (quarta-feira), às 18:00hs em primeira convocação ou, 18:15hs em segunda convocação, com o quórum que se fizer presente, respeitados os quóruns estatutários de instalação e deliberação para a discussão e aprovação da seguinte Ordem do dia:

1) Abertura da Campanha Salarial 2019/2020 (data-base em 9 de maio) para discussão e aprovação da Minuta de Reivindicação a ser encaminhada a representação patronal, com vista à ao início e regulamentação do processo negocial;

2-Autorizar a Diretoria do Sindicato a firmar diretamente com as empresas, ou com o(s) Sindicato(s) Patronal(is) e Federação, Acordos ou Convenções Coletivas de Trabalho para: a) renegociar clausulas constantes em CCT anteriores, Trabalho e horários excepcionais em dias de domingos e/ou feriados, bem como no período anterior e posterior a época natalina; c) Banco de Horas (ART. 6º Lei 9.601/98); d) Contrato a tempo parcial; e) Participação nos Lucros e Resultados (Lei 10.101/00); f) Compensação de Horas de Trabalho; g) Garantia de melhores condições de trabalho, bem como outros pontos que forem deliberados nas assembleias pela categoria e, frustradas as negociações, convocar e instaurar greve, ajuizar dissídio coletivo de greve e/ou dissídio e dissídio coletivo em consonância com a EC nº 45 e nas disposições contidas na lei nº.13.467/17.

3-Discussão e deliberação sobre calendário de sessões específicas da presente assembleia para detalhamento e complementação da proposta de Convenção Coletiva de Trabalho e decretação dessa Assembleia Geral Extraordinária em Assembleia Geral Permanente até o encerramento da Campanha Salarial 2019/2020;

4-Definir o percentual e autorizar o desconto e cobrança de Contribuição Assistencial/Negocial em favor do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Espírito Santo – SINDICOMERCIÁRIOS/ES;

5-Definir o percentual e autorizar prévia e expressamente da Contribuição Sindical/2019 em favor do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado do Espírito Santo – SINDICOMERCIÁRIOS/ES;

6-Assuntos  Gerais. 

Vitória (ES), de fevereiro de 2019.

Rodrigo Oliveira Rocha

Presidente

Segunda, Fev 11 2019

O Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado do Espírito Santo – SINDICOMERCIÁRIOS/ES, vem informar aos trabalhadores da empresa INDÚSTRIA DE PRODUTOS ALIMENTÍCIOS PIRAQUE S/A que fomos vitoriosos no processo de nº 0000998-10.2016.5.17.0001.

Este processo foi movido contra a empresa no ano de 2016, motivado pelo desrespeito da empresa as normas trabalhistas.

Assim, COMUNICAMOS AOS TRABALHADORES LISTADOS ANEXO, que já se encontra disponível os valores para saques, bastando para tanto comparecer no BANCO DO  BRASIL, SITUADA A AV. CLETO NUNES, 85, CENTRO, VITÓRIA/ES (PRÓXIMO AO PARQUE MOSCOSO) das 12h00min, às16h00min, MUNIDOS DE DOCUMENTOS DE IDENTIFICAÇÃO PESSOAL:

 

SUBSTITUÍDOS X ALVARÁS

ADALGISO PEREIRA DOS SANTOS. 2606/2016

ADÃO MAURICIO GONÇALVES PEREIRA JUNIOR. 2631/2018

ADELSON DE ASSIS MANGA. 2640/2018

ALEX DEYVID CORREA JUNIOR. 2633/2018

ALICE RODRIGUES DA COSTA. 2622/2018

ANA CAROLINE BATISTA. 2646/2018

ANA DOMINGOS DO NASCIMENTO. 2635/2018

ANDRE LUIZ PIUMBINI. 2621/2018

ARIANNE FERREIRA PEREIRA. 2613/2018

BIANCA ESTEVÃO DA SILVA PORTO. 2627/2018

CARLOS SERGIO RODRIGUES. 2600/2018

CLEBERTON OLIVEIRA SANTOS. 2624/2018

DANIEL NASIADKA ALVES. 2612/2018

EDUARDO CHAVES TIRADENTES. 2645/2018

EDUARDO ITALO ALMEIDA DIAS. 2648/2018

ELIANA ALVES PARDIM. 2634/2018

HICARO ANTONIO ROSA SANTANA. 2601/2018

ISRAEL AGUIAR SAMPAIO NASCIMENTO. 2632/2018

JADNA DE AQUINO SANTANA. 2611/2018

JOSIANE SANTOS FARIAS. 2639/2018

JOYCE DA SILVA PORTES. 2614/2018

JULIANA RODRIGUES MATOS SILVA. 2609/2018

MARCELIA LOURDES DE CARVALHO. 2642/2018

MARCELO ANDRE NUNES DA SILVA. 2638/2018

MARCELO ZAGNI SANGENETTO. 2599/2018

MARCIO AURELIO LOPES LIRA. 2637/2018

MEIRIELLE PENHA FERREIRA LACERDA MEIRELES. 2620/2018

NIGERLUCIO SILVA.2636/2018

PEDRO ANTONIO ERVALTI. 2626/2018

PHILIPE RODRIGUES DA COSTA PAZ. 2608/2018

RODRIGO ALVES DE SOUZA. 2623/2018

TONY LUIZ PEREIRA. 2625/2018

VALK PIRES MOREIRA. 2605/2018

VANDERSON DE OLIVEIRA CAMPOS. 2641/2018

WANDERSON DA CONCEIÇÃO AMARAL. 2610/2018

WANIA CONTI DE ASSIS GOMES. 2607/2018

WASHINGTON LUIZ PARREIRA LEITE. 2602/2018

WELLINGTON GOMES DOS SANTOS. 2615/2018

WEYDILAN DO VALLE LAZARO. 2604/2018

Sexta, Fev 08 2019

O governo pretende acabar com alguns dos mais importantes direitos trabalhistas, atingindo diretamente os trabalhadores e trabalhadoras jovens; o governo acabará com o direito a férias, ao 13º salário e ao FGTS para os jovens que ingressarem no mercado de trabalho; plano está pronto e será executado.

O governo pretende acabar com alguns dos mais importantes direitos trabalhistas, atingindo diretamente os trabalhadores e trabalhadoras jovens. O governo acabará com o direito a férias, ao 13º salário e ao FGTS para os jovens que ingressarem no mercado de trabalho. A ideia de Paulo Guedes e sua equipe é usar a reforma trabalhista aprovada no governo Temer como base legal para a supressão dos direitos. Como esses direitos são considerados cláusula pétrea, eles não podem ser suprimidos de uma penada. O governo pretende que as empresas forcem os próprios trabalhadores jovens a fazerem a opção, abrindo mão de todos eles, ficando, assim, de fora da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Com os trabalhadores jovens fora da CLT, o governo de extrema-direita pretende liquidar também com a Justiça do Trabalho. Sem amparo da CLT, os jovens serão obrigados a recorrer à Justiça comum. Segundo um membro do governo ouvido pelos jornalistas Geralda Doca e Pedro Paulo Pereira, no jornal O Globo, "a Justiça Trabalhista tenderia a se tornar obsoleta com o tempo".

Os "liberais" inspiram-se no que foi feito quando da implantação do FGTS, em 1966, durante a ditadura militar. Os trabalhadores abriram mão da estabilidade no emprego, que era a regra na época, em troca do Fundo -sofreram enorme pressão nas empresas para "optarem". Depois, o FGTS virou obrigatório e a estabilidade foi extinta, existindo apenas no serviço público.

A nova proposta vai constar no projeto de lei complementar que o Executivo enviará ao Congresso Nacional e que vai definir os detalhes do regime de capitalização da Previdência Social, modelo em que o trabalhador abre uma conta individual e faz uma espécie de poupança para ele mesmo contribuir para a sua aposentadoria -com isso, a ideia da solidariedade que estrutura a atual Previdência, na qual a geração atual de trabalhadores contribui para que os aposentados recebam, deixará de existir.

Segundo a minuta da reforma da Previdência, o regime de capitalização será obrigatório, e os trabalhadores serão obrigados a encaminhar seus recursos para os bancos ou conglomerados financeiros. Será a maior transferência de renda da história do país -do setor público para os bancos.

Quarta, Fev 06 2019

Ainda pior que a de Temer, PEC prevê aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres e trabalhador será obrigado a abrir capitalização que joga toda a responsabilidade na mão do contribuinte.

A proposta de Bolsonaro para a reforma daPrevidência ainda está sendo formulada, mas alguns dos pontos mais cruéis da mudança na aposentadoria do trabalhador já começam a ser revelados. Um deles é a sugestão de idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e a obrigatoriedade da capitalização, que responsabiliza somente o próprio empregado a garantir seus rendimentos futuros.

A informação foi divulgada pelo jornal Estadão e confirmada por membros da equipe econômica do governo – o texto final da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) deve ser apresentado até o fim de fevereiro. Para se ter ideia, nem mesmo o golpista Temer, notório por atacar os direitos do povo brasileiro, teve a audácia de sugerir tamanhos retrocessos e previa a idade mínima sugerida para homens aos 65 anos e para mulheres, 62.

Outro temor da população brasileira é que Bolsonaro acabe com a aposentadoria por tempo de contribuição, fato que o atual mandatário do Palácio do Planalto já deu carta branca para que seja colocada em prática.  Conforme a proposta revelada pelo jornal,  o tempo mínimo de contribuição saltará de 15 para 20 anos e quem solicitar o benefício neste quesito terá direito à somente 60% da aposentadoria. Para chegar aos 100%, é preciso trabalhar por mais duas décadas, o que resulta em 40 anos de contribuição.

Capitalização nefasta

Na proposta de Bolsonaro, o sistema de capitalização será de "caráter obrigatório" nos mesmos moldes usados no Chile, país que o ministro Paulo Guedes usa como referência de "modelo bem sucedido". O problema é que no país, a aposentadoria como está já se mostrou um desastre.

Implementado nos anos 1980, durante a ditadura Pinochet, a previdência chilena hoje está sendo criticada pela população e por economistas, pois é muito baixa. O governo de centro-direita de Sebastián Piñera estuda proposta para elevar os descontos mensais dos salários dos trabalhadores, de modo que eles possam receber mais quando se aposentarem.

O sistema de capitalização implementado no governo de Pinochet levou milhões de idosos a viverem na pobreza, com 90% dos aposentados recebendo metade de um salário mínimo. Quem sai ganhando, na verdade é o sistema financeiro, já que mais pessoas acabarão buscando alternativas no setor privado para compensar a destruição do sistema público.

Da Redação da Agência de notícias

Quinta, Jan 31 2019

O diretor da sede do Sindicomerciários em Colatina e membro do Conselho Municipal de Transporte Coletivo do município, Marco Aurélio, votou contra o aumento da passagem nos ônibus da cidade, na manhã desta quinta-feira, dia 31. A proposta em votação era a de que o valor subisse para R$ 3,22, mas foi rejeitada por oito votos, entre os quais o do companheiro Marco Aurélio. Dos 13 conselheiros, apenas cinco foram favoráveis ao aumento. 

"Além do nosso trabalho diário na luta pelos direitos e interesses da categoria comerciária, o dirigente sindical deve também estar voltado às demandas da sociedade como um todo", disse Marco Aurélio. "Afinal, o trabalhador comerciário também é usuário de ônibus como qualquer morador de nossa cidade. E lutar também pelos direitos da população é o que chamamos de Sindicato Cidadão, uma política implementada pelo Sindicomerciários a qual temos nos empenhado com afinco, nos últimos anos". 

Parabéns à população colatinense, parabéns à categoria comerciária, parabéns ao Sindicomerciários, por mais essa vitória em benefício de todos.

Quinta, Jan 31 2019

O Praia Grande Hotel aguarda você, comerciários e comerciárias  sindicalizados(as) e familiares para curtir suas férias ou finais de semana de forma diferenciada e privilegiada. Em estilo moderno e com vista privilegiada, o Praia Grande Hotel está localizado à beira mar e possui uma excelente estrutura de lazer que inclui restaurante, bar, rede wifi, sauna, piscina com toboágua, piscina para crianças, entre outros serviços. 

Para mais informações, ligue (27) 3253 1518 ou acesse o site do Hotel (www.hotelpraiagrande.com.br/novo).

Mais detalhes clique no link veja o vídeo:  https://www.facebook.com/sindicomerciarios/videos/300154407301387?sfns=mo

Quarta, Jan 30 2019

Para Ronaldo Fleury, o país vive um processo de "sub-humanização" dos trabalhadores, e o caso ocorrido em Brumadinho é exemplo disso

São Paulo – O procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, afirmou que o ocorrido em Brumadinho (MG) é não apenas um desastre ambiental e humanitário, mas "a maior tragédia trabalhista do Brasil, da nossa história". Segundo ele, o caso deve superar o ocorrido em fevereiro de 1971 em Belo Horizonte, quando o desabamento de um pavilhão de exposições em obras deixou 65 operários mortos. O episódio ficou conhecido como a "tragédia da Gameleira", bairro da capital mineira.

Para Fleury, que participou na manhã de hoje (28) de um evento sobre trabalho escravo, o Brasil vive um processo de "sub-humanização dos trabalhadores", e o exemplo de Brumadinho é óbvio. Em alguns casos, afirmou, a dor será "definida" pela Justiça. "E a dor dos que estavam trabalhando? Essa dor está limitada pela reforma trabalhista." Ele se referia a item da Lei 13.467 que fixa limite à indenização em 50 vezes o salário do empregado. Esse dispositivo está sendo questionado no Supremo Tribunal Federal (STF), na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.050, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra). O relator é o ministro Gilmar Mendes.

Fleury lembrou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Minas ajuizou ontem uma ação cautelar na Vara do Trabalho de Betim (MG) solicitando bloqueio das contas da Vale no total de R$ 1,6 bilhão. A liminar foi deferida parcialmente, com determinação do bloqueio de R$ 800 milhões. "O ser humano está na centralidade da nossa Constituição", disse o procurador-geral.

O objetivo, segundo ele, é garantir, além de uma futura indenização por danos morais e materiais, o pagamento dos salários dos trabalhadores – tanto os desaparecidos como os resgatados. "A nossa ação visa que as famílias não fiquem desamparadas neste momento. A fonte de renda deve ser preservada", diz a procuradora Elaine Noronha Nassif, que assina a cautelar.

Além do bloqueio, o MPT quer que a empresa siga pagando os salários, arque com despesas de funeral, traslado de corpos e sepultamento. Além disso, solicita que a Vale apresente, em 10 dias úteis, documentos como programa de gerenciamento de riscos, convenção ou acordo coletivo e relação nominal de empregados diretos e terceirizados. "A Vale é reincidente", afirmou Geraldo Emediato de Souza, outro procurador a assinar a ação, referindo-se à tragédia de Mariana, três anos atrás. "É preciso arcar com as consequências da negligência", acrescentou.

Terça, Jan 29 2019

Mais uma vez a Vale é responsável por um desastre criminoso em Minas Gerais. Não foi uma tragédia. Poderia ter sido evitada com manutenção, investimentos em itens de segurança e fiscalização. Foi um crime. A empresa é reincidente e precisa ser punida com severidade, sobretudo em respeito à classe trabalhadora e à comunidade local que a CUT vai lutar.

As vítimas do rompimento da barragem da empresa, em Mariana, que ainda clamam por justiça e lutam contra as manobras judiciais da direção da Companhia para receber suas indenizações, viram o horror se repetir em Brumadinho, quando outra barragem da Vale se rompeu, nesta sexta-feira (25).

A nova tragédia, anunciada e denunciada por entidades dos movimentos sociais, comunitários e sindical, deve cobrar um preço ainda maior em vidas humanas. Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, 37 mortes já foram confirmadas e entre 300 a 400 trabalhadores contratados diretamente pela empresa, terceirizados e moradores estão desaparecidos.

Para o Sindicomerciários, esse crime é fruto da busca irresponsável por lucros a qualquer preço.

Foi a ganância que fez os empresários promoveram a flexibilização das leis trabalhistas na reforma da CLT e que vem sendo aplicada pela Vale, com o aumento da jornada dos turnos para 12 horas, fim da hora intínere, aumento da terceirização, diminuição do número de empregados diretos e aumento da rotatividade que tirou trabalhadores experientes das operações e a precarização do trabalho dos empregados diretos e terceirizados.

Não por acaso as empresas de mineração no país, brasileiras e multinacionais, capitaneadas pela Vale, impediram a aprovação de todas as propostas sugeridas pela CUT e demais centrais brasileiras sobre saúde e segurança dos trabalhadores e das comunidades, durante a votação do Marco Regulatório da Mineração, aprovado em 2018.

Ressaltamos também que, não por acaso, os acidentes ambientais e de trabalho multiplicaram por mil depois que a Vale foi privatizada em 1997, o que demonstra que a principal preocupação dos dirigentes da empresa sempre foi os acionistas e nunca o bem estar dos trabalhadores, trabalhadoras ou as comunidades que vivem no entorno das barragens.

Neste momento, nos solidarizamos com as famílias dos trabalhadores e moradores atingidos por mais essa tragédia e se compromete a, juntamente com os movimentos sociais e da sociedade civil, lutar por justiça para que os seus dirigentes sejam devidamente responsabilizados e penalizados por mais esse crime contra a vida dos trabalhadores/as e também com os moradores e agricultores familiares atingidos pela sua irresponsabilidade.

Pagina 6 de 46

Denúncias

Se você está sofrendo qualquer tipo de abuso no seu local de trabalho, o Sindicato sempre será o seu maior aliado!

Informativos



Siga-nos nas redes sociais

Receba nossas notícias