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Sexta, Jun 15 2018

A ONU Mulheres e a Womanity Foundation, em parceria com o Instituto C&A, lançaram hoje (14) a Plataforma UNA. A ação é um mapa online estratégico, interativo e vivo que mapeia o ecossistema brasileiro de iniciativas e organizações que atuam em contribuição da igualdade de gênero e do empoderamento das mulheres no Brasil. A proposta da Plataforma UNA é potencializar os resultados e as atividades desse ecossistema. Dessa forma, possibilitar uma visão sistêmica sobre igualdade de gênero e empoderamento feminino para desenvolver conexões e gerar conhecimento sobre o tema.

“O ativismo das mulheres brasileiras e a capacidade de articulação em rede têm sido decisivos para fazer avançar os direitos das mulheres no Brasil. A Plataforma UNA registra parte dessa mobilização e, ao levá-la para a internet, tem a possibilidade de tornar possíveis conexões virtuais e reais entre mulheres e outros agentes importantes para a promoção da igualdade de gênero”, afirma Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil.

A plataforma 

O ecossistema contempla diversas áreas de atuação que foram agrupadas em 17 grandes temas. São eles: Arte e Cultura, Ciência e Tecnologia, Democracia e Participação Política, Educação e Formação, Empoderamento Econômico, Enfrentamento à Violência, Equidade e Condições de Trabalho, Esportes, Direitos dos povos indígenas, População LGBT, Masculinidades, Meio Ambiente, Segurança Alimentar e Agricultura, Mídia e Comunicação, Direito à Moradia, Igualdade Racial, Paz e Segurança Pública e Saúde e Bem-Estar.

O mapa mostra todas as 388 iniciativas já cadastradas na Plataforma UNA — que já está aberta a novos cadastros aqui. Lá, é possível identificar as interconexões e os tipos de relações estabelecidas de acordo com as informações sedidas pelas próprias organizações. Fato que permite a construção de análises e a potencialização de ações temáticas direcionadas.

A Plataforma UNA foi tecnologicamente desenvolvida pelo Coletivo WomenWho Code e UFRPE, com implementação do levantamento por IBEAC e ponteAponte. Além do apoio probono do Demarest Advogados e J. Walter Thompson Brasil.

O projeto tem parceria de disseminação com Abong, Actionaid, CESE, E&Y, Fundo Brasil de Direitos Humanos, Geledés, Instituto Ethos, Instituto Mídia Étnica, Instituto Patrícia Galvão, Movimento Mulher 360, Mulheres do Brasil, Plan Brasil, Rede de Mulheres Líderes para Sustentabilidade e Rede Mulher Empreendedora.

Terça, Abr 03 2018

Na última quinta-feira, 29, a diretora especial da Mulher, Márcia Matias e o secretário geral do Sindicato, Jeam Cabidelle, realizaram o sorteio do Dia Internacional da Mulher, no Praia Grande Hotel, em Aracruz. 

Márcia iniciou o sorteio parabenizando todas as mulheres não só pelo dia, como também pelo mês de Março, que é todo dedicado as guerreiras do nosso país. O diretor Jeam também fez questão de parabenizar as mulheres e ainda agradeceu o apoio que o Sindicato tem recebido das Comerciárias Sindicalizadas.

Ao todo foram sorteadas seis diárias para as Comerciárias Sindicalizadas. A Sortuda terá direto a levar esposo e filhos. 

MAS ATENÇÃO! 

É importante que a Comerciária esteja empregada (Comprovação mediante Carteira de Trabalho) e em dia com as obrigações sindicais. Procure a Sede do Sindicato mais próxima e veja como resgatar a diária sorteada (o prêmio é válido até 30/08/2018).

Veja abaixo quem foram as Sortudas:

- Noélia Gomes da Silva – MultiMarket (Cachoeiro)

- Renata Figueiredo Gomes – MultiShow (Nova Venécia)

- Maria Aparecida da Silva Agostinho – OK Superatacado (Linhares)

- Gleiciely Conceição de Andrade – Pet Shop Mundo Animal (Venda Nova)

- Aline Lopes Moura – Mercadão Moda (Colatina)

- Daisy Cristina Auer Marin de Jesus – Casa Lotérica Aracruz (Aracruz)

Vale lembrar que o Praia Grande Hotel é o hotel da categoria comerciária e que tem sempre um preço especial para os Comerciários Sindicalizados. Entre em contato com o sindicato e consulte os valores (27 3232-5020).

Quarta, Mar 21 2018

Cansadas de serem vítimas de assédio sexual, mais de 89 mulheres brigam na Justiça contra cantadas e outras investidas sofridas no trabalho. Casos dessa natureza são questionados tanto na Justiça do Trabalho, com pedidos de indenizações por danos morais, quanto na esfera criminal.

Na primeira situação, embora o ato seja praticado pelo superior hierárquico, por exemplo, é a empresa que responde pelo ocorrido. Já para os casos que tramitam na Justiça comum, a responsabilidade recai sobre o assediador.

Somente na Justiça do Trabalho foram ajuizadas 89 ações de assédio sexual, sendo 82 no ano passado e o restante neste ano (até dia 28 de fevereiro).

Na esfera trabalhista, segundo explicou a juíza da 9ª Vara do Trabalho de Vitória, Germana de Morelo, é feita desde indenização até um pedido de rescisão indireta do contrato, se assim desejar o trabalhador, por não se sentir mais a vontade de continuar trabalhando naquele ambiente.

“Como assédio sexual com consequências na esfera trabalhista vai se caracterizar toda conduta de conotação sexual que não for desejada pela outra parte.”

A magistrada disse que esse assédio pode ser verbal, por exemplo, com uma cantada, ou até mesmo físico.

“Infelizmente, na sociedade patriarcal como a nossa, é bem natural que o homem se sinta a vontade para cantar a mulher. Então, naturalmente esse tipo de atitude começa dessa forma (cantadas) e pode atingir situações mais constrangedoras, inclusive de passar a mão, de tentar agarrar à força.”

Geralmente, o assédio, como observou a juíza, ocorre de forma repetida, em troca de uma chantagem, ou o chefe promete uma promoção e diz que quem não cede pode sofrer retaliação. “Do outro lado está a parte, que não quer, mas ela se vê naquela situação de vulnerabilidade, porque não tem poder de dizer não naquela relação de trabalho, que é uma relação subordinada.”

A juíza esclareceu ainda que quase ninguém que está trabalhando recorre à Justiça enquanto o contrato de trabalho está em curso. “Na maioria dos casos, a parte vai entrar depois que o contrato de trabalho teve fim. Para tomar essa decisão, a vítima tem um prazo de até dois anos depois que o contrato de trabalho termina.”

Fonte: Jornal A Tribuna

Terça, Jan 16 2018

O ano de 2018 será de grandes desafios para as mulheres no Congresso Nacional. Lá tramitam mais de 1.700 propostas ligadas aos direitos femininos. Porém, a que causa mais preocupação é que proíbe completamente o aborto no Brasil, mesmo nos casos de estupro.

"Na hora da votação (da Proposta de Emenda à Constituição - PEC 181/2011) tinham 18 homens e uma mulher, isso tratando do corpo das mulheres, porque fazer o aborto ou deixar de fazer se diz respeito ao meu corpo", lamenta Maria Amélia Teles, ativista da União das Mulheres de São Paulo.

Outro projeto importante que deve ser votado neste ano é a proposta que cria o crime de importunação sexual, quando alguém pratica ato libidinoso na presença de alguém sem o seu consentimento.

"Hoje está se discutindo mundialmente essa questão, não só do ponto de vista do assédio no ambiente de trabalho, mas também com relação com o que aconteceu aqui em São Paulo num ônibus na Avenida Paulista", diz Fátima Pacheco Jordão, consultora da Instituição Patrícia Galvão. 

O pequeno número de representantes no parlamento seria um dos maiores entraves para a melhoria da condição da mulher. Para tentar mudar este quadro, um projeto de lei da deputada Luiza Erundina (Psol-SP) propõe a representação proporcional por gênero na composição das mesas e comissões do Congresso.

"É fundamental [aprovar o projeto] porque as mulheres representam 50% da sociedade. Essa representação tem que chegar no Congresso, que é representação de toda a sociedade", acrescenta Fátima.

Para Maria Amélia, a resistência aos ataques dos direitos das mulheres não se limita ao Congresso, também deve ser feita nas ruas. "Quando a gente vai para a rua a pressão aumenta junto às instituições, mas também junto à própria opinião pública", conclui.

Segunda, Jan 08 2018

As novas regras aprovadas na reforma trabalhista do governo de Michel Temer afrontam os direitos de toda a classe trabalhadora, mas é ainda mais perversa com as mulheres, pois retira proteções e garantias previstas na CLT específicas das trabalhadoras. 

Perderam-se conquistas importantes obtidas através de muito empenho dos movimentos sociais e políticos em promover mais bem estar e justiça social no mundo do trabalho. 

Sancionada pelo governo no dia 14 de julho, a reforma trabalhista altera a CLT no que diz respeito à restrição ao trabalho de gestantes e lactantes em ambientes insalubres, como postos de gasolina e hospitais. O artigo 394-A, da CLT, prevê que: “A empregada gestante ou lactante será afastada, enquanto durar a gestação e a lactação, de quaisquer atividades, operações ou locais insalubres, devendo exercer suas atividades em local salubre”. Já o texto da nova lei relativiza o trabalho em situação de insalubridade às grávidas e lactantes e requer atestado médico para afastamento do trabalho.

O incentivo legal à terceirização e ao trabalho intermitente também vão afetar mais as mulheres e os negros, que são maioria nas atividades terceirizadas. Segundo estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) os empregos em setores terceirizados, como limpeza e suporte técnico, tendem a ter pior qualidade quando comparados com áreas que costumam contratar funcionários diretamente. Eles têm alta rotatividade de trabalhadores. De cada 100 vínculos ativos em 2014 em áreas que costumam contratar funcionários, 40 foram rompidos até o final do ano. Em áreas que costumam terceirizar os serviços, a proporção foi de 80 rompimentos para 100 vínculos. A duração dos contratos também era menor. Áreas com tendência a terceirização também tinham salários 27% mais baixos que as outras.

Congresso: resistência feminina

O dia em que a reforma trabalhista foi aprovada teve atuação marcante de cinco senadoras que ocuparam a mesa e tentaram impedir a votação da matéria. São elas Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Lídice da Mata (PSB-BA), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Fátima Bezerra (PT-RN) e Regina Sousa (PT-PI). Todas se negaram a sair das cadeiras e atrasaram por algumas horas o início dos trabalhos. Um blecaute na casa foi solicitado pela presidência do Senado para tentar demover as senadoras – a falta de luz também foi prolongada e virou manchete nos jornais. Ainda que não tenha impedido a ampla vitória dos setores mais atrasados do governo, o ato de resistência das parlamentares foi simbólico.

Terça, Dez 12 2017

Caso a reforma da Previdência seja aprovada, o valor da pensão por morte será reduzido e o acúmulo de benefícios, como pensão e aposentadoria, só poderá ser feito se o valor da pensão não ultrapassar dois salários mínimos.

O novo texto do projeto que circula nos bastidores do Congresso Nacional diz que “na concessão do benefício de pensão por morte, o valor equivale a uma cota familiar de 50% (cinquenta por cento) acrescida de cotas de 10 (dez) pontos percentuais por dependente, até o limite de 100% (cem por cento)”. Isso significa que se a nova proposta de Reforma da Previdência for aprovada, a viúva passará a receber 40% a menos.

De acordo com as regras propostas, a viúva sem filhos passará a receber 60% do valor da aposentadoria do marido, explica o assessor do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), Neuriberg Dias.

Hoje a pensão por morte é integral. Se o marido recebe R$ 3 mil de aposentadoria e morre, a viúva poderá receber o valor total do benefício. Se a reforma for aprovada, o benefício passará a ser de R$ 1.800, o que equivale a 60% do valor do benefício do marido, que era de R$ 3 mil. Isso porque, a esposa contará como um dependente. Caso tenha herdeiros, a pensão da viúva terá um aumento de 10% por filho, mas também poderá ser diminuída caso o filho morra ou complete 21 anos.  

No novo texto, aposentadoria e pensão por morte podem acumular, mas a pensão não poderá ultrapassar o valor de R$ 1.874,00, que equivale a dois salários mínimos.

Neuriberg utiliza seu próprio exemplo para facilitar o entendimento sobre o que significa essa mudança proposta: “Eu e o minha esposa somos aposentados, eu com o valor do benefício de R$ 5 mil reais e ela com R$ 3 mil. No caso de morte dela eu terei que escolher, um ou o outro benefício. Se escolher o dela eu terei direito a 60% dos R$ 3 mil reais, neste caso compensa eu ficar com a minha aposentadoria de R$ 5 mil”.

Segundo dados do DIEESE em parceria com o INSS, 88,3% do total de pensionistas são mulheres (4,7 milhões) e a maioria dos 92% das pessoas que acumulam os dois benefícios também são mulheres.

A secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Junéia Martins Batista, critica mais esse ataque aos direitos das mulheres, que veem sendo muito afetadas pelo desmonte de Temer em várias áreas.

“As mulheres ganham quase 30% a menos do que os homens, são as primeiras a serem demitidas e as que mais se aposentam por idade, já que muitas não conseguem ter o mínimo de contribuição necessária. Com a redução da pensão, serão elas também que vão receber menos, já que elas são as mais beneficiadas com pensão por morte”, destaca Junéia.

“Nós estamos em estado de alerta, se botar para votar a mulherada vai para rua pra barrar”, finaliza a secretária.

Fonte: CUT

Quinta, Nov 16 2017

Todos os anos o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) divulga o relatório "Situação da População Mundial", que foca em questões de interesse relacionadas a população e desenvolvimento.  

O UNFPA trata de questões populacionais e tem como missão ampliar as possibilidades de mulheres levarem uma vida sexual e reprodutiva saudável e acelerar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, incluindo planejamento familiar e maternidade segura. 

Veja aqui alguns números sobre desigualdade entre homens e mulheres apontadas pelo relatório "Situação da População Mundial" de 2017, divulgado em outubro. A igualdade de gênero é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU.

Até 2025 poderiam ser agregados US$ 28 trilhões ao PIB global anual se a participação das mulheres no mercado de trabalho fosse igualada à dos homens; 

Reformas nas leis sucessórias na Índia, onde apenas os homens podiam herdar propriedades anteriormente, resultaram em maior poder econômico para as mulheres, idade de casamento mais avançada, aumento de 11% para 25% nos anos médios de educação para meninas e menores pagamentos de dotes; 

Aproximadamente 50% das mulheres, contra 76% dos homens, participavam na força de trabalho global em 2015; 

O desemprego afeta mais as mulheres: no mundo, 6,2% delas estão desempregadas, em comparação a 5,5% dos homens. No norte da África e nos Estados Árabes, a taxa de desemprego de mulheres jovens (44%) é quase o dobro da taxa para homens jovens; 

Em 2015 houve aproximadamente 14,5 milhões de partos de adolescentes em 156 países, territórios e outras áreas em desenvolvimento. Estima-se que 95% desses partos ocorreram em países em desenvolvimento e nove de cada 10 aconteceram em um casamento ou uma união, revelando o tamanho do problema do casamento infantil no mundo; 

Nos países em desenvolvimento, as demandas por planejamento reprodutivo de 12,8 milhões de meninas adolescentes não são atendidas; 

Se todas as meninas concluíssem o ensino médio, haveria 64% menos casamentos infantis e 59% menos partos precoces no mundo; 

No Brasil, 36% das mulheres se casam antes dos 18 anos. Existe uma correlação direta entre casamento infantil e evasão escolar e, consequentemente, renda menor na vida adulta, além de aumentar o risco de violência doméstica e mortalidade materna e infantil;  

Nos países menos desenvolvidos, 15% das meninas concluem o ensino médio/secundário, em comparação a 20% dos meninos; 

Cerca de 60% das mulheres que trabalham no mundo não se beneficiam de qualquer direito à licença maternidade; 

Em um grupo de 126 países, as mulheres representam de 20% a 40% de todos os postos de gerência nas empresas; 

A disparidade de salário por gênero gira em torno de 23. Ou seja, as mulheres ganham 77% do que os homens recebem; 

Da população mundial estimada de 758 milhões de adultos analfabetos, cerca de 479 milhões são mulheres e 279 milhões são homens; 

Na maioria dos países as mulheres trabalham menos horas em emprego remunerado do que os homens, arcando com a maior parte da carga do trabalho doméstico e de cuidados, que não são remunerados. Elas realizam em média cerca de 2,5 vezes mais esse trabalho do que os homens. O valor do trabalho não remunerado das mulheres é estimado em US$ 10 trilhões ao ano no mundo todo; 

46 das 173 economias analisadas em um relatório do Banco Mundial não tinham qualquer lei contra violência doméstica, enquanto 41 não tinham leis sobre assédio sexual. 

Sexta, Mar 10 2017

Temer em solenidade no Palácio do Planalto agraciou as mulheres brasileiras com sua visão machista, conservadora e utilitária.

No Dia Internacional da Mulher, Temer em solenidade no Palácio do Planalto agraciou as mulheres brasileiras com sua visão machista, conservadora e utilitária. Ao lado de sua esposa, Marcela Temer, o presidente demonstrou em seu discurso sobre o que realmente pensa do papel das mulheres no mundo e na sociedade. Soltou pérolas. Confira algumas delas:

— Na economia, também a mulher tem grande participação. Ninguém é mais capaz de indicar os desajustes de preço no supermercado do que a mulher. Ninguém é capaz de melhor detectar as flutuações econômicas do que a mulher, pelo orçamento doméstico.

— Com a recessão indo embora, volta o crescimento, volta o emprego. Hoje, graças a Deus, as mulheres tem possibilidade de empregabilidade que não tinha no ano passado. Com a queda da inflação, dos juros, significa que também, além de cuidar dos afazeres domésticos, terá um caminho cada vez mais longo para o emprego.

— Tenho convicção do quanto a mulher, pela minha criação, pela Marcela, faz pela casa, pelo lar, pelos filhos. Se a sociedade vai bem, se os filhos crescem, é porque tiveram adequada formação em suas casas e, seguramente, quem faz isso não é o homem, é a mulher.

E para ser coerente com sua gestão, as servidoras públicas ganharam chocolate no restaurante do Planalto, e houve música no almoço.

O golpe é contra as mulheres!

Sexta, Jan 27 2017

Antes do fim de janeiro, nove assassinatos de mulheres já foram registrados no Espírito Santo, mais que o dobro se comparado ao mesmo mês do ano passado. O último caso aconteceu nesta quarta-feira (25), em Vila Velha. Em 2016 foram quatro homicídios de mulheres registrados.

Segundo a gerente de proteção à mulher da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), Mirian Beccheri Cortez, pelo menos metade dos casos de 2017 foi de violência doméstica.

“Analisamos os casos e pelo menos quatro foram identificados como casos de relacionamentos que foram terminados e que o homem não aceitou. As outras mortes têm outras causas e o tráfico de drogas”, disse.

Cortez informou que o Estado pretende intensificar as ações que já realiza como as ações educativas e casas abrigos. “Além disso fortaleceremos o programa "homem que é homem", em que os agressores participam de encontros com psicólogos e assistentes sociais e a Patrulha Maria da Penha, que faz uma visita tranquilizadora às vítimas de violência doméstica”.

O último caso de feminicídio foi registrado na noite desta quarta-feira (25), Sabrina de Oliveira Mendes, de 35 anos, foi morta a facadas em casa pelo ex-companheiro, no bairro Boa Vista, em Vila Velha. Na noite anterior ao crime, a mãe da vítima registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito Delvacy Meirelles Ferreira, de 45 anos, que passava em frente à casa de Sabrina desde as seis horas da manhã.

Quarta, Jan 04 2017

Quando começou, há cerca de dez anos, um projeto de reestruturação no quadro de funcionários, a empresa de saneamento da capital alemã, Berliner Wasserbetriebe, responsável pelo abastecimento de água dos cerca de 3,5 milhões de moradores, não imaginava que a iniciativa daria início a um processo de equiparação salarial entre homens e mulheres que se tornaria modelo.

Com a modernização e a automatização de alguns setores, a empresa, que possui cerca de 4,4 mil funcionários, precisava realocar empregados para evitar demissões. O processo teve início com um estudo que visava a otimizar essa reestruturação.

“Durante o processo, percebemos que, em algumas áreas, havia estruturas de salário historicamente enraizadas que não correspondiam mais com a atualidade. Por isso, iniciamos a campanha de equiparação salarial entre homens e mulheres”, conta o porta-voz da Berliner Wasserbetriebe, Stephan Natz.

A diferença salarial por gênero não é um problema exclusivo da Berliner Wasserbetriebe. Segundo uma pesquisa recente do Ministério para Família, Idosos, Mulheres e Jovens, as mulheres ganham 21% a menos do que homens na Alemanha. No Brasil, a diferença chega a 34%.

Segundo a cientista política Barbara Riedmüller, a diferença salarial teve início com a expansão do mercado de trabalho, quando as mulheres costumavam ser vistas como substitutas dos homens, o que, na época, justificava a discrepância no pagamento.

Com o tempo, as mulheres passaram a ser prejudicadas pelo fato de engravidarem, acrescenta Riedmüller. A esses fatores junta-se ainda a falta de um poder organizacional forte em debates laborais – por exemplo, sindicatos que tenham a equiparação salarial como causa principal.

As estruturas discriminatórias vão se enraizando em empresas, e avanços costumam ocorrer lentamente, sem que haja iniciativas que visam exclusivamente uma reforma salarial. Com a Berliner Wasserbetriebe não foi diferente: a mudança ocorreu dentro de um processo maior de realocação de funcionários.

Combate a "funções de homem"

Na Berliner Wasserbetriebe, o primeiro passo para promover uma mudança em estruturas históricas foi identificar onde a discriminação acontecia e os motivos que justificavam a diferença nos honorários. Para fazer esse levantamento, ela contou com a ajuda de uma consultora da Fundação Hans-Böckler, ligada a sindicatos.

Um dos problemas encontrados foi a diferença no pagamento de profissões consideradas femininas e masculinas. “Funções de mulheres”, como na cantina, tendiam a ser classificadas de valor menor em comparação com as ocupadas por homens, como em estações de tratamento.

Após identificar diferenças dentro salariais da mesma área, a próxima etapa do estudo foi corrigir as lacunas entre as funções consideradas “típicas de mulheres” e as “típicas de homens”. Para isso, uma série de critérios – como grau de qualificação, responsabilidade, exigência do cargo – foram levados em consideração para a equiparação salarial entre setores que exigiam requisitos semelhantes dos funcionários.

“Queríamos uma equiparação universal, comparamos as funções para igualar os salários quando as exigências eram as mesmas. A transparência foi importante para o sucesso do projeto”, ressalta Natz.

Inspiração para lei

A transparência da Berliner Wasserbetriebe serviu de inspiração para uma lei de equiparação salarial aprovada na semana passada pelos partidos que formam a coalizão do governo Angela Merkel.

A proposta, que deve ser aprovada no Parlamento no ano que vem, estabelece a funcionários de empresas, que possuem a partir de 200 empregados, o direito de solicitar informações sobre o honorário de pessoas que ocupam a mesma função.

A legislação determina ainda que empresas com 500 funcionários ou mais realizem auditorias que abordem a discriminação de gênero nas folhas de pagamento a cada cinco anos e apresentem relatórios sobre o que estão fazendo para alcançar a equiparação salarial.

O governo afirma que a lei é um passo importante para acabar com a discriminação de gênero no mercado de trabalho, além de fortalecer a posição de mulheres em negociações salariais. No entanto, a medida é vista com receio por especialistas.

“A lei é fraca, pois ela não determina a obrigatoriedade da equiparação salarial", afirma Riedmüller. "Ela só abre a oportunidade de se questionar sobre quanto recebem os colegas, mas depois cabe à mulher entrar na Justiça para exigir o mesmo salário, correndo o risco de perder o emprego”, completa a especialista em políticas sociais.

Para o Conselho Nacional Alemão de Organizações de Mulheres, a lei é o primeiro passo, mas a grande maioria das mulheres na Alemanha trabalha em empresas com menos de 200 funcionários – ou seja, a proposta não terá impacto nenhum para elas.

“Há dois aspectos que dificultam a mudança deste cenário: o preconceito cultural em relação ao poder de trabalho feminino e o fato de que equiparação salarial significa a perda privilégios. Talvez, no futuro, as mulheres não ganharão mais, mas serão os homens que passarão a ganhar menos, por exemplo, em cargos de chefia ou em áreas superestimadas”, avalia Ulrike Helwerth, porta-voz do Conselho Nacional Alemão de Organizações de Mulheres.

O esforço da Berliner Wasserbetriebe rendeu frutos no mercado, principalmente num período de relativa escassez de mão de obra na Alemanha e com grande disputa de profissionais entre empresas. Natz afirma que, na concorrência em busca por novos funcionários, estudos revelaram que esse foi um fator fundamental para muitos optarem pela empresa.

Atualmente, 31% das vagas da empresa são preenchidas por mulheres. Nos próximos anos, cerca de 100 empregadores vão se aposentar, abrindo novos postos de trabalho. A Berliner Wasserbetriebe sabe que necessita de mulheres para preencher grande parte dessas vagas e aposta que a equiparação salarial é um fator diferencial perante a concorrência.

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