Imprensa Sindical

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Quarta, 20 Novembro 2019 10:25

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Terça, 19 Novembro 2019 10:20

Uma ampla reforma trabalhista em 2017 foi comemorada por setores empresariais e conservadores, sob a desculpa de que geraria 6 milhões de novas vagas de emprego. Passados dois anos, estamos cientes de que a reforma trabalhista de Temer além de não ter gerado novos postos de trabalho, retirou dos trabalhadores direitos históricos.

A história se repete, com requintes de crueldade ainda piores. O programa "Verde Amarelo", lançado pelo Governo Bolsonaro, não é um Medida Provisória como eles chamam, na verdade é uma NOVA reforma trabalhista que cria um contrato de trabalho precário, aumenta a jornada de trabalho, enfraquece os mecanismos de fiscalização e punição às infrações, fragiliza ações de saúde e segurança, reduz ação sindical, além, é claro, de trazes prejuízos no bolso do trabalhador.

Receber até 80% menos do FGTS é covardia! Não podemos aceitar calados mais um corte em nossa "carne".

O Sindicomerciários é totalmente contra a MP nº 905/2019 e não cessará jamais a luta pelos direitos dos trabalhadores.

Segunda, 11 Novembro 2019 21:39

Há dois anos, o Brasil retrocedia sete décadas em direitos para a classe trabalhadora. Temer operou para favorecer os interesses do mercado e fez um verdadeiro desmonte de direitos e garantias que precarizou a vida dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil.

A lógica foi a mesma de sempre: retirar direitos daqueles que estão na base para aumentar o lucro daqueles que estão no topo.

O resultado está aí pra quem quiser ver: os empregos prometidos não vieram e a tal "reforma" só causou o aumento da desigualdade social, perda de renda para a classe trabalhadora e ampliação da informalidade da força se trabalho.

Bolsonaro e Paulo Guedes não só deram continuidade a essa política, como a aprofundaram. Retiraram o direito de aposentadoria do povo, entregam o patrimônio brasileiro e desmontam o Estado.

Resistiremos! Nenhum direito a menos para trabalhadores e trabalhadoras!

Sexta, 19 Julho 2019 17:48

Troco Estadual

Segunda, 04 Novembro 2019 20:41

O Sindicomerciários conquistou um grande avanço inédito este ano para os comerciários capixabas, garantindo uma Convenção Coletiva de Trabalho com duração de (dois anos) até 2021.

E um reajuste salarial de 3% este ano, já o piso da categoria foi para R$ 1.143,93, remuneração de R$ 83,20 para trabalho em feriados, tendo que serem pagos (em espécie) ao final do expediente do dia trabalhado.

Além da manutenção de todos os benefícios sociais (plano ambulatorial gratuito, odontológico, seguro de vida e muito mais). Em novembro de 2020, todas as cláusulas econômicas serão automaticamente reajustadas pelo INPC(Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Uma segurança e tanto para a categoria comerciária em um cenário de desemprego em massa, ataques a direitos e desvalorização salarial.

Nada disso veio de graça ou de mão beijada pelos patrões. Mas resultado de muita luta da direção do Sindicomerciários.

Sexta, 01 Novembro 2019 20:54

A informalidade continua a bater recordes. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do IBGE, divulgada quinta (31), aponta que o Brasil tem 93,8 milhões de pessoas empregadas, das quais 38,8 milhões (41,4%) estão na informalidade. O total de trabalhadores por conta própria é de 24,4 milhões, alta de 1,2% (293 mil pessoas). Há 11,8 milhões sem Carteira assinada, ou seja, 2,9% (338 mil pessoas) a mais com relação ao trimestre encerrado em junho. Também cresce a subocupação. A taxa subiu 37% no último ano. Das 2,4 milhões de vagas criadas nos últimos 12 meses, 892 mil foram ocupadas por pessoas que trabalham menos do que gostariam, em contratos precários ou sem qualquer forma de abono.

Segundo o presidente do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo, Pedro Afonso Gomes, a situação reflete a estagnação econômica do País. "Quando temos um exército de desempregados, a situação é essa. O cidadão se sujeita a qualquer ocupação ou remuneração para sobreviver", observa.

Renda - A pesquisa revela que o rendimento médio dos subocupados era de R$ 826,00 no segundo trimestre, abaixo do salário mínimo de R$ 998,00 e equivalente a 36% da renda média dos trabalhadores em geral, que é de R$ 2.290,00.

Perda - Para o economista, há um leilão de vagas onde todos perdem. "Se a pessoa não aceitar, outra aceita, porque o desemprego é grande e as empresas estão demitindo os mais experientes pra contratar pessoas mais novas e menos qualificadas, com menores salários. Perde o trabalhador e perde o empregador", alerta.

Outro fator destacado por Pedro Afonso é a nova legislação trabalhista, que estimula a informalidade. Ele afirma: "A reforma trabalhista permite que o trabalhador aceite flexibilizar seus direitos. O próprio funcionário acaba entrando num acordo com o patrão, abre mão de garantias, como Piso salarial, e outras. É uma situação grave".

Economia - A subocupação acaba retroalimentando a morosidade da economia, alerta Pedro Afonso Gomes. "Quem trabalha menos tem renda menor, contribui para a redução do consumo e isso se reflete diretamente na economia local. É um efeito em cadeia, que atinge toda a sociedade. Quem não tem renda não consome. Afeta o patrão e o empregado", critica.

Na avaliação do economista, a saída é a retomada do crescimento, não está prevista para os próximos anos. "Enquanto a economia não andar, a situação não muda. Por isso, é fundamental um pacto entre setor empresarial e trabalhadores. Se depender de governo, não há perspectiva de retomada do desenvolvimento", conclui.

Mais - Acesse o site do IBGE ou a pesquisa do PNAD.

Terça, 15 Outubro 2019 20:21

Cerca de 52,1 milhões de postos de trabalho – mais da metade dos empregos formais e informais no Brasil (58,1%) – podem ser substituídas por máquinas nos próximos dez a 20 anos. É o que aponta um estudo da consultoria IDados, que cruza a base de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua do IBGE com um estudo da Universidade de Oxford. A pesquisa separa as ocupações em faixas de risco de automação.

Conforme o estudo elaborado pelo economista Bruno Ottoni e pelo matemático Paulo Rocha e Oliveira, o número refere-se aos empregos classificados na faixa de "risco alto" (maior do que 70%) de serem exercidos de forma automatizada nas próximas décadas por tecnologias já existentes. São geralmente as ocupações que não demandam originalidade e criatividade para serem exercidas, além de não exigirem relações socioemocionais e certas habilidades motoras.

Um exemplo bem acabado dessas profissões ameaçadas é a condução de automóveis, táxis e caminhonetes (98% de probabilidade de automação), tarefa que tende a ser substituída por carros autônomos, como os famosos veículos da Waymo – a divisão de automóveis sem motorista do Google. Também estão na lista cobradores, entrevistadores de pesquisa de mercado, balconistas de serviços de alimentação e garçons.

Os empregos que demandam originalidade e criatividade, além das mencionadas habilidades socioemocionais, seriam os mais blindados. Com baixo risco de automatização estão 22,8% dos empregos hoje existentes no país, o correspondente a 20,5 milhões de vagas. Outros 19,1% dos empregos são classificados de risco médio de automação – são cerca de 17,1 milhões postos de trabalho.

Das vagas com pouco risco de serem ocupadas por máquinas estão gerente de hotéis, psicólogo, engenheiro químico, advogados, juristas e veterinários. "O gerente de hotel, por exemplo, precisa da habilidade de se relacionar com funcionários e hóspedes. Um robô não substitui esse contato", diz o economista Bruno Ottoni, pesquisador do IDados, acrescentando que a lógica vale para outros cargos gerenciais.

Os autores alertam que fatores políticos e econômicos podem impedir que o potencial de automação calculado no estudo seja totalmente realizado. Um fator econômico é o custo da mão de obra brasileira. "O salário no Brasil é relativamente baixo e isso pode tornar menos atraente para um empresário investir na substituição do empregado pelo trabalho da máquina", afirma o economista, acrescentando que os custos de importação de equipamentos não são triviais.

No campo político, os exemplos de interferência sobre a automação de empregos são mais abundantes. Um notório é o frentista de posto de combustível. Quem viajou para Europa e Estados Unidos sabe que essa é uma profissão rara. No Brasil, a Lei 9.956/2000, de autoria do então deputado do PCdoB-SP, Aldo Rebelo, proíbe o funcionamento de "bombas de autosserviço operadas pelo próprio consumidor nos postos de abastecimento de combustíveis, em todo o território nacional".

Outro exemplo vem do Rio de Janeiro. O sindicato das empresas de ônibus da cidade, a Rio Ônibus, precisou ingressar com uma ação judicial para suspender os efeitos da Lei Municipal 6.304/2017, que determinava a volta dos cobradores aos ônibus da cidade. O avanço de pagamentos do bilhete por meio de cartões vem permitindo a substituição dos cobradores. Uma parte residual das vendas de bilhetes passou a ser exercida pelos motoristas dos ônibus, que acumularam as funções.

Os economistas costumam afirmar que a automação cresce desde a revolução industrial – mas nem por isso os empregos acabaram. "O tipo de trabalho muda, mas o trabalho não acaba", afirma Ottoni. Por isso mesmo, os autores veem a criação de barreiras como uma forma equivocada de lidar com a ampliação da capacidade da máquina de substituir o trabalho humano. Eles sugerem preparar o capital humano para as novas ocupações que irão surgir, sobretudo em áreas como cibersegurança e big data.

A rede de lanchonetes Bob's vem instalando máquinas de autoatendimento em suas franquias desde 2014. Os equipamentos substituem os tradicionais atendentes de caixa e têm permitido reduzir as filas no atendimento, além de terem elevado o ticket médio de vendas em 25% nos últimos anos. Parte dos empregos reduzidos nos caixas teria sido compensada, mesmo que parcialmente, na própria loja e também na área administrativa da rede de fast food.

"A jornada digital criada pelas máquinas de autoatendimento criou vagas na empresa para desenvolvedores e programadores. Parte do pessoal do caixa também foi parar na frente da loja para receber os clientes como anfitriões. Os consumidores gostam desse contato pessoal, de se sentirem acolhidos", diz Antonio Detsi, diretor-geral da rede Bob's, acrescentando que 70% das 700 lojas (próprias e franqueadas) contam com totens de autoatendimento.

O avanço tecnológico gerou demanda por novos tipos de trabalho. Para preencher parte dessas lacunas de formação de mão de obra, a Fundação Getulio Vargas (FGV) criou neste ano o curso de graduação em Ciência de Dados no país. Oferecido pela Escola de Matemática Aplicada (Emap), o curso terá tópicos como aprendizado de máquinas, modelagem estatística aplicada, criptomoeda, big data. No vestibular que acontece neste mês serão preenchidas 40 vagas. Este número deverá crescer para 80 vagas em 2021.

Diretor da Escola de Matemática Aplicada da FGV Rio, o matemático César Camacho diz que o curso surgiu a partir da constatação de que o mercado de trabalho demanda cada vez mais pessoas com essa formação. Nos EUA, há diversos cursos de graduação de ciência de dados presenciais e on-line. "Os americanos estão conscientes de que o emprego vai nessa direção. Além de formar pessoas de forma massiva nessa área, eles também estão investindo pesadamente em pesquisa", disse Camacho.

Por ter levado em conta referências internacionais de automação, o levantamento permite a comparabilidade com outros países em desenvolvimento. Em geral, a proporção de empregos automatizáveis tende a ser negativamente relacionada com o grau de desenvolvimento de cada país. A proporção, por exemplo, é menor na Suécia, Reino Unido, Estados Unidos, Irlanda, Holanda, Bélgica, Dinamarca, para citar apenas alguns.

O Brasil está um pouco "melhor" nesse ranking do que vizinhos como Paraguai e Argentina. Mas os países com indicadores próximos ao brasileiro são variados em termos de desenvolvimento, como Portugal, Mongólia e Chipre. "Nossos indicadores mostram que existe uma relação negativa entre a proporção de empregos automatizáveis e o grau de desenvolvimento de cada país, considerando o produto interno bruto per capita", afirma Ottoni.

Com informações do Valor Econômico

Quarta, 09 Outubro 2019 17:48

Senado evita regra mais rígida para trabalhador ter direito ao PIS-PASEP do INSS. O Senado retirou da reforma da Previdência o trecho que criaria um critério mais rígido para o trabalhador ter direito ao abono do PIS, espécie de 14º salário pago a trabalhadores de baixa renda e com carteira assinada. Atualmente, quase 22 milhões de brasileiros recebem o benefício. 

O projeto original da reforma proposta pelo governo previa reduzir a renda máxima que dá direito ao abono para R$ 1.364,43, mas um destaque aprovado no plenário do Senado manteve a exigência atual, que garante o abono anual para o trabalhador formal que ganha, em média, até dois salários mínimos (o que dá R$ 1.996, atualmente).

REFORMA DA PREVIDÊNCIA É APROVADA EM PRIMEIRO TURNO NO SENADO

A PEC da Previdência prevê aposentadoria por idade de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens (vale para novos segurados e trabalhadores que não se encaixarem em uma das regras de transição)

O plenário do Senado aprovou na noite de terça (1º) o texto principal; votação em segundo turno está prevista para 15 de outubro

Com isso, a previsão de economia com a reforma da Previdência foi reduzida em R$ 76,4 bilhões em dez anos. Assim, o impacto fiscal previsto com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) passa para R$ 800,3 bilhões em uma década.

A reforma da Previdência saiu da Câmara com uma projeção de corte de gastos de R$ 933 bilhões em dez anos. A versão original, enviada pelo governo em fevereiro, previa uma redução de R$ 1,2 trilhão nas despesas.

Segundo a Caixa Econômica Federal, o volume total de pagamentos do benefício referente a 2019/2020 chegará na casa dos R$ 16 bilhões. São Paulo é o estado com mais beneficiários do abono salarial, quase 6 milhões de pessoas. 

Têm direito ao abono salarial o trabalhador que está inscrito no PIS há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias em 2018. 

A remuneração média mensal não pode ter sido maior do que dois salários mínimos. O valor pago é proporcional ao número de meses trabalhados podendo chegar a um salário mínimo (R$ 998).

A grana é liberada de acordo com o calendário da Caixa, que varia com o mês do aniversário do trabalhador. O saque é feito em lotéricas e nos postos de atendimento da Caixa.

Para saber mais sobre o PIS, é preciso  clicar em "consultar pagamento" no site  www.caixa.gov.br/PIS ou ligar 0800-7260207. 

ABONO SALARIAL | VEJA QUEM TEM DIREITO E COMO RECEBER 

Têm direito ao abono salarial o trabalhador que está inscrito no PIS há pelo menos cinco anos e que tenha trabalhado formalmente por, no mínimo, 30 dias em 2018

A remuneração média mensal da pessoa não pode ter sido maior do que dois salários mínimos

Atualmente quase 22 milhões de brasileiros recebem o benefício, que paga 16 bilhões de reais no total 

Quanto receberei? 

O valor pago é proporcional ao número de meses trabalhados e pode chegar a um salário mínimo (R$ 998) 

Quando receberei? 

Ele é pago de acordo com o Calendário de pagamento do Abono Salarial 2019/2020 e varia de acordo com o mês do seu aniversário 

Como sacar o dinheiro? 

Para beneficiários do PIS que têm Cartão do Cidadão, é possível sacar a grana nas lotéricas, em pontos de atendimento Caixa Aqui ou caixas eletrônicos da Caixa.

Quem não tem o Cartão do Cidadão pode retirar o valor em qualquer agência da Caixa, com documento. A grana é referente ao calendário de 2019/2020; o prazo para resgate vai até 30 de junho de 2020.

Como consultar se tenho tem direito?

No celular: Aplicativo Caixa Trabalhador (gratuito e disponível para Android e iOS)

Na internet: www.caixa.gov.br/PIS (Clique em "Consultar pagamento")

Por telefone: 0800-7260207

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